Governo Bolsonaro está à procura de um líder no Senado

Convidado para a função, Alexandre Silveira, do PSD, recusará

atualizado

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Alexandre Silveira
1 de 1 Alexandre Silveira - Foto: Reprodução

A Covid-19 chegou a comprometer 30% dos pulmões de Gilberto Kassab, presidente do PSD, que ficou 8 dias internado no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. Mesmo assim, ele estará, hoje, em Brasília para a posse do novo senador pelo seu partido, o mineiro Alexandre Silveira, herdeiro do cargo de Antonio Anastasia, o próximo ministro do Tribunal de Contas da União.

Não pergunte a Silveira se ele será o líder do governo Bolsonaro no Senado em substituição a Fernando Bezerra (MDB-PE), que renunciou à função em dezembro último. Se depender de Silveira, ele levará mais algum tempo para confirmar ou não o que o próprio Bolsonaro anunciou, e ao cabo recusará o convite. Não tem pressa, e ama os holofotes.

Ele é secretário-geral do PSD e candidato ao Senado nas eleições de outubro. Apoiará Alexandre Kalil (PSD), prefeito de Belo Horizonte, candidato ao governo de Minas Gerais. O PSD não quer conversa com Bolsonaro. Kassab insiste em dizer que o candidato do partido a presidente da República é Rodrigo Pacheco, presidente do Senado.

Até aqui, Pacheco ainda não disse que será, mas quanto mais demorar, melhor para Kassab. Um candidato próprio evita a divisão do PSD, onde há bolsonaristas e lulistas. O plano de Kassab é levar o partido para Lula em um eventual no segundo turno. Ou então quando estiver mais perto do primeiro. Por ora, procura um candidato ao governo paulista.

No Rio Grande do Sul, ele tenta atrair o governador Eduardo Leite, derrotado pelo governador João Doria nas prévias do PSDB para a escolha do candidato a presidente. Kassab e Leite já conversaram a respeito pelo menos quatro vezes. Por elegância, Kassab não diz, mas acha que o PSDB não tem mais futuro. Não é o único que pensa assim.

Roberto Freire, presidente do CIDADANIA, acha que tem, e está empenhado em convencer seu partido a formar uma federação com o PSDB. Por 10 votos contra 10 e uma abstenção, a do ex-senador Cristovam Buarque, a Executiva do CIDADANIA transferiu a decisão para o Diretório Nacional que se reunirá daqui a 13 dias. O partido presidido por Freire há 30 anos está rachado.

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