Arthur Lira e Alcolumbre amargam a nomeação de Mendonça para o STF

Acreditaram até a última hora que ela não seria aprovada pelo plenário do Senado

atualizado 03/12/2021 10:01

Presidente Arthur Lira durante a votação do último destaque antes do 2• turno da PEC dos Precatórios Igo Estrela/Metrópoles

Arthur Lira (PP-AL), o todo-poderoso presidente da Câmara dos Deputados, não se conforma com a nomeação de André Mendonça para ministro do Supremo Tribunal Federal.

Ninguém mais do que ele deu corda para que Davi Alcolumbre (DEM-AP), presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, sabotasse a indicação de Mendonça feita por Bolsonaro.

Lira nada tem de pessoal contra Mendonça, mas está convencido de que no Supremo ele reforçará a bancada dos ministros viúvas da Operação Lava Jato e do ex-juiz Sergio Moro.

Alcolumbre segurou a sabatina de Mendonça por mais de 100 dias. Por fim, cedeu à pressão de alguns colegas e aos acenos encantadores do governo que prometeu ajudá-lo em seu estado.

Até a última hora, porém, Alcolumbre e Lira acreditaram que Mendonça seria derrotado quando sua nomeação fosse votada pelo plenário do Senado. Mendonça venceu com 6 votos de folga.

Do ex-ministro Marco Aurélio Mello, que se aposentou, Mendonça herdará uma penca de processos para relatar – dois deles que poderão tornar Lira réu. Virar réu é sempre um incômodo.