Refit na mira: esquema de R$ 26 bi une Haddad e Tarcísio
Fraude Refit custa um hospital por mês; pressão faz Câmara destravar projeto parado há 8 anos.
atualizado
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Uma ofensiva deflagrada no fim de novembro pela Receita Federal e Ministérios Públicos de cinco estados expôs as vísceras de um rombo de R$ 26 bilhões nos cofres públicos. O escândalo, que une adversários políticos contra um inimigo comum, forçou o Congresso a destravar pautas históricas.
O Alvo: Operação “Poço de Lobato”
A força-tarefa mirou o Grupo Refit (antiga Manguinhos) e seu controlador, Ricardo Magro, que vive nos EUA. A investigação aponta o uso de estruturas em Delaware (paraíso fiscal americano) para lavagem de dinheiro e evasão de divisas, confirmando a tese do Ministro Fernando Haddad de que o crime organizado transnacional infiltrou-se no setor de combustíveis.
O Impacto: 20 Escolas a Menos por Mês
O governador Tarcísio de Freitas traduziu o tecniquês fiscal em prejuízo social. Segundo ele, o grupo sonega cerca de R$ 350 milhões mensais, valor que permitiria construir um hospital de médio porte ou 20 escolas a cada 30 dias.
Reviravolta Política: A Pressão Funcionou
O escândalo gerou uma reação imediata em Brasília. Após meses de paralisia e críticas sobre sua proximidade com o setor, o presidente da Câmara, Hugo Motta, cedeu à pressão da operação policial. Na última semana, ele designou um relator para o Projeto de Lei do Devedor Contumaz, que estava engavetado, sinalizando que a proposta deve finalmente ir a voto para estancar a sangria dos cofres públicos.
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