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Refit na mira: esquema de R$ 26 bi une Haddad e Tarcísio

Fraude Refit custa um hospital por mês; pressão faz Câmara destravar projeto parado há 8 anos.

Da Redação02/12/2025 08:50
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Divulgação/ Receita Federal
Imagem colorida de agente da Receita Federal. Metrópoles

Uma ofensiva deflagrada no fim de novembro pela Receita Federal e Ministérios Públicos de cinco estados expôs as vísceras de um rombo de R$ 26 bilhões nos cofres públicos. O escândalo, que une adversários políticos contra um inimigo comum, forçou o Congresso a destravar pautas históricas.

O Alvo: Operação “Poço de Lobato”

A força-tarefa mirou o Grupo Refit (antiga Manguinhos) e seu controlador, Ricardo Magro, que vive nos EUA. A investigação aponta o uso de estruturas em Delaware (paraíso fiscal americano) para lavagem de dinheiro e evasão de divisas, confirmando a tese do Ministro Fernando Haddad de que o crime organizado transnacional infiltrou-se no setor de combustíveis.

O Impacto: 20 Escolas a Menos por Mês

O governador Tarcísio de Freitas traduziu o tecniquês fiscal em prejuízo social. Segundo ele, o grupo sonega cerca de R$ 350 milhões mensais, valor que permitiria construir um hospital de médio porte ou 20 escolas a cada 30 dias.

Reviravolta Política: A Pressão Funcionou

O escândalo gerou uma reação imediata em Brasília. Após meses de paralisia e críticas sobre sua proximidade com o setor, o presidente da Câmara, Hugo Motta, cedeu à pressão da operação policial. Na última semana, ele designou um relator para o Projeto de Lei do Devedor Contumaz, que estava engavetado, sinalizando que a proposta deve finalmente ir a voto para estancar a sangria dos cofres públicos.

Confira: