PL chama de “confusão” caso de Rolex e Cid
Integrantes do partido tentam se afastar do tema, mesmo com o ex-ajudante de Jair Bolsonaro envolvido; reclamam de semana difícil
atualizado
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A cúpula do Partido Liberal (PL) chamou a tentativa de venda de um Rolex avaliado em R$ 300 mil por Mauro Cid de “confusão”. A sigla não vai se pronunciar oficialmente, já que não vê relação entre o militar e o partido, mesmo Cid tendo trabalhado como ajudante de ordens de Jair Bolsonaro.
A “confusão”, segundo o partido de Valdemar Costa Neto, é a falta de clareza entre as atividades de Cid enquanto funcionário de Bolsonaro e o que ele fazia “fora do trabalho”. Segundo um congressista do PL, “a suposta venda não deveria ser notícia” e está fora do escopo da CPMI do 8 de janeiro.
Foi o colegiado que descobriu em e-mails a tentativa de negociação do relógio modelo Oyster Perpetual Day Date que é feito em ouro branco, platina e diamantes. Segundo as mensagens, em 6 de junho de 2022, o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro recebeu um e-mail, em inglês, com a seguinte mensagem: “Obrigado pelo interesse em vender seu Rolex. Tentei falar por telefone, mas não consegui”.
O tal relógio foi um presente dado pela Arábia Saudita ao ex-presidente Jair Bolsonaro, durante viagem oficial ao país no ano passado.
Conforme o colunista Paulo Cappelli informou, Bolsonaro deverá adotar postura cautelosa e também não se pronunciará sobre o assunto, só se provocado.
O recente caso é mais um que preocupa a cúpula do PL. Consultados pelo blog, líderes do partido na Câmara disseram que a semana foi “muito difícil” para Bolsonaro e companhia, já que as “derrotas estão se acumulando”, segundo um deles. Citam o caso de Carla Zambelli (PL-SP) e o caso das pedras preciosas.


