O risco da impunidade e o debate sobre o foro privilegiado

Deputado Rogério Correia expõe no Programa do Noblat por que o debate sobre foro privilegiado no momento atual é um risco à democracia

atualizado

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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), senta à mesa diretora e abre sessão extraordinária na noite desta quarta-feira (6/8) Brasília (DF), 06/08/25
1 de 1 Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), senta à mesa diretora e abre sessão extraordinária na noite desta quarta-feira (6/8) Brasília (DF), 06/08/25 - Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

Parlamentares e oposição, em mais uma de suas manobras, tentam colocar em pauta a discussão sobre o fim do foro privilegiado, uma proposta que divide opiniões, mas que, na visão de seus opositores, parece ter um momento e um objetivo bastante claros.

O deputado Rogério Correia, em entrevista ao programa do Noblat, trouxe à luz os detalhes do chamado “pacote da impunidade”, uma série de medidas que, embora vendidas como reformas necessárias, na prática, buscam blindar parlamentares de investigações e julgamentos.

O principal ponto é o debate para que os processos, ao invés de tramitarem no Supremo Tribunal Federal, comecem na primeira instância. A justificativa dos proponentes seria evitar julgamentos políticos, mas, na visão do deputado, a manobra é perigosa e, sobretudo, inoportuna.

Correia argumenta que a medida pode gerar insegurança jurídica e abrir a porta para perseguições em instâncias inferiores, enquanto, ao mesmo tempo, protege os figurões do Congresso.

Ele enfatiza que o debate sobre o foro privilegiado é legítimo, mas o momento atual não é o mais adequado. A discussão, na sua visão, deveria ser feita com calma, sem a intenção de garantir a impunidade ou anular os processos já existentes.

O deputado também aponta para uma articulação ainda mais grave: a exigência de que o Supremo tenha a autorização do Congresso para investigar qualquer parlamentar. Na prática, a medida criaria uma imunidade quase total, onde a maioria dos deputados poderia se organizar para barrar qualquer processo, em um conluio para manter a impunidade.

O debate ainda aborda a facilitação do impeachment de ministros do STF e até a proposta de uma nova Constituição, defendida por um grupo da direita.

Correia enxerga nessas ações uma estratégia da extrema direita para enfraquecer o Judiciário e o Executivo, abrindo caminho para um regime autoritário. É uma discussão que revela as tensões políticas e a fragilidade de um sistema que, segundo o deputado, está constantemente em risco.

A análise completa pode ser vista no vídeo abaixo:

 

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