O “momento Trump” de Alcolumbre: Por que ele recuou?

​Após esticar a corda na crise com o STF, Alcolumbre muda o tom e busca “oxigênio” político em reaproximação estratégica com o governo Lula

atualizado

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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Presidente Lula, presidente do Senado, Davi Alcolumbre e ministros de Estado participam da abertura oficial da 26ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios - Metrópoles 2
1 de 1 Presidente Lula, presidente do Senado, Davi Alcolumbre e ministros de Estado participam da abertura oficial da 26ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios - Metrópoles 2 - Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

Em uma reviravolta que ninguém esperava ocorrer tão cedo, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), selou publicamente uma trégua com o presidente Lula: Durante agenda oficial no Amapá, o senador, que até dias atrás mantinha uma relação tensa com o Planalto, não poupou elogios ao governo.

“A presença do governo federal, do estado brasileiro que nunca nos faltou”, declarou Alcolumbre, agradecendo o “espírito público” e a sensibilidade de Lula com o Norte e Nordeste.

O Bastidor da Crise

A mudança de tom é drástica. A relação entre os dois poderes vinha se deteriorando, motivada principalmente pela disputa em torno da vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Alcolumbre resistia à possível indicação de Jorge Messias (AGU) — preferido de Lula — e articulava o nome de Rodrigo Pacheco, ex-presidente do Senado. A tensão escalou recentemente com a decisão do ministro Gilmar Mendes que limitou poderes do Congresso, levando Alcolumbre a “subir nas tamancas”.

O “Recuo Estratégico”

Para o jornalista João Bosco Rabello, o gesto de Alcolumbre representa um recuo tático comparável a um “momento Trump”: após elevar as apostas e esticar a corda ao máximo, o senador se viu isolado e obrigado a dar um passo atrás. A avaliação, feita em participação no programa do Noblat, é que Alcolumbre fechou tantas portas de negociação que precisou do “oxigênio” político oferecido por Lula para recompor sua influência.

A súbita harmonia sugere que a tradicional habilidade de articulação de Lula — descrita ironicamente nos bastidores como “docinhos por baixo da mesa” — funcionou mais uma vez para desarmar uma crise institucional que ameaçava a governabilidade.

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