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MPF lembra procurador morto por ter descoberto esquema de corrupção

Pedro Jorge Silva foi assassinado em março de 1982 após ter desvendado série de desvios no Banco do Brasil no caso Escândalo da Mandioca

04/03/2022 02:00, atualizado 04/03/2022 07:31
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João Américo Mezzeth Filippi/PGR
PGR

O Ministério Público Federal (MPF) irá lembrar neste mês de março os 40 anos do assassinato do procurador Pedro Jorge de Melo e Silva, ocorrido há 40 anos, em Pernambuco. Ele foi morto por ter desvendado um esquema de corrupção famoso que ficou conhecido como o Escândalo da Mandioca, em 1982.

A Procuradoria irá homenagear a memória de Pedro Jorge durante três dias, com seminários e debates sobre sua atuação e a luta dos direitos humanos, bem como a exibição de um documentário sobre sua trajetória e morte.

O escândalo que Pedro Jorge investigou envolvia desvio, em valores atuais, de R$ 34 milhões. Dinheiro público. O caso envolveu políticos e outras autoridades e um esquema dentro do Banco do Brasil. Por pressões, ele chegou a ser afastado do caso.

O Escândalo da Mandioca envolveu uma agência do Banco do Brasil, em Floresta, em Pernambuco, de onde foi desviado esse montante. O esquema consistia em obtenção de falsos créditos agrícolas para o plantio de mandioca, feijão, cebola e melão. Eram usados cadastros falsos e propriedades que não existiam. Os supostos beneficiados eram fantasmas.

Ao todo, 26 pessoas estavam envolvidas. Pedro Jorge os indiciou e chegou a obter o sequestro dos bens dos acusados.

Pedro Jorge foi assassinado com três tiros, quando parou o carro para comprar pão em uma padaria. O autor do disparo confessou o crime a mando de quem atuou.