Ministro da Defesa fala em prezar militares que não embarcaram no 8/1
Em entrevista exclusiva, o ministro José Múcio diz que “tem que creditar também os militares não ter acontecido nada dia 8 de janeiro”
atualizado
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Primeiro ministro civil na Defesa após uma sucessão de quatro generais, José Múcio deixou claro que se posiciona pela separação entre o mundo político e o militar: cada um no seu quadrado. Explicou que não tem como um militar que se tornou político ficar livre de contaminar colegas, por exemplo, da corporação.
“É preciso separar o CPF do CNPJ”, afirmou o ministro, sobre atitudes que podem manchar toda uma instituição. Ao declarar sua posição sobre o 8 de janeiro e tudo que tem acontecido desde então, garante que nenhuma das Forças falou contra a justiça. O que querem mesmo é que condenem aqueles que são culpados o quanto antes, pois somente desta forma os militares conseguirão seguir em frente pelo país, sem a sombra da suspeição entre colegas de carreira.
“A gente tem que creditar também os militares de não ter acontecido nada dia 8 de janeiro. Porque eles não se envolveram no conjunto. Os envolvimentos foram individuais, como quando você expulsa um jogador de um time por indisciplina, mas não tira o time – e o time continuou ao lado da Constituição”, declarou Múcio
Criticou, em tom de preocupação, a polarização política no congresso nacional e como isso impede, na visão do ministro, o país de lidar com sérios problemas que batem à porta. A entrevista exclusiva ao Noblat Blá Blá está disponível na íntegra no YouTube.
Confira abaixo fala do ministro ao vivo:


