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Flávio Bolsonaro: Lágrimas, votos e a ilusão da anistia

Flávio Bolsonaro se emociona pelo pai, que vive a consequência de seus atos. E a “guerra” da anistia segue como sua única bandeira para 2026

atualizado

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HUGO BARRETO / METRÓPOLES @hugobarretophoto
Flávio Bolsonaro em visita ao pai, Jair Bolsonaro, na Superintendência da Polícia Federal
1 de 1 Flávio Bolsonaro em visita ao pai, Jair Bolsonaro, na Superintendência da Polícia Federal - Foto: <p>HUGO BARRETO / METRÓPOLES<br /> @hugobarretophoto</p><div class="m-banner-wrap m-banner-rectangle m-publicity-content-middle"><div id="div-gpt-ad-geral-quadrado-1"></div></div> </p>

Flávio Bolsonaro chorou (novamente) em público. Ao lado de aliados, o senador se emocionou ao falar da situação do pai, Jair Bolsonaro, que hoje cumpre pena por suas aventuras golpistas.

Pois é.

Na arena política, esse choro não é apenas um desabafo familiar, é a peça central de um teatro desenhado para converter em martírio o que é, na verdade, o rigor da lei.

Por mais que a emoção tenha sido real, Flávio chora as consequências de um enredo que o próprio pai escreveu, dirigiu e insistiu em encenar, apesar de todos os alertas recebidos ao longo de anos.

Há, pois, um método: a tristeza serve de moldura para um pedido exaustivo por uma anistia que, nos bastidores de Brasília, todos sabem que não virá. Ao insistir em uma clemência juridicamente impossível, o clã mantém a militância crente em um milagre e, acima de tudo, polarizada.

A bandeira da anistia virou o combustível da campanha de 2026, uma cenoura colocada à frente do público para mantê-lo cego e caminhando na direção que interessa ao clã: a da sobrevivência política e financeira de seus herdeiros.

O cinismo da narrativa tenta vender a ideia de um “sacrifício patriótico”. Mentira. Bolsonaro foi alertado por aliados e pelo Judiciário. O ex-presidente não foi surpreendido, ele desafiou as instituições acreditando na impunidade ou no sucesso de um golpe que não vingou.

O sacrifício não foi pelo país, mas pela tentativa vã de atropelar a Constituição.

No teatro brasiliense, o riso de Moraes e o choro de Flávio são as duas faces de uma mesma moeda: a realidade batendo à porta. Enquanto o filho chora e acaba encontrando a própria narrativa de injustiça, a chama da polarização acesa e os votos garantidos, o país segue refém desse melodrama que usa a fé e a esperança alheia para camuflar uma ficha corrida.

Sorte teremos quando o Brasil decidir parar de assistir a esse espetáculo de má qualidade. Ou quando esses personagens tiverem clemência de nós, brasileiros.

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