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Exército tenta afastar imagem golpista, mas não agirá contra generais

Dois militares investigados pela tentativa de golpe foram exonerados dos seus postos de comando; generais, por ora, seguem blindados

15/02/2024 10:00
Igo Estrela/Metrópoles
General Braga Netto, durante coletiva de imprensa - metrópoles

O comando do Exército brasileiro exonerou na quarta-feira (14/02) dois militares supostamente envolvidos com a tentativa de golpe de Estado e investigados pela Polícia Federal (PF). 

O tenente-coronel Guilherme Marques de Almeida (aquele do desmaio) deixou o comando do 1º Batalhão de Operações Psicológicas em Goiânia (GO); já o tenente-coronel Hélio Ferreira Lima saiu da 3ª Companhia de Forças Especiais em Manaus (AM).

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O afastamento dos dois demorou, mas aconteceu. A ordem tinha sido dada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, no âmbito da operação Tempus Veritatis.

O comandante do Exército, Tomás Paiva, acatou a ordem do ministro Alexandre de Moraes para preservar a imagem do Exército. Os militares, no entanto, continuam recebendo seus salários.

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Mesmo com o afastamento das funções de comando dos dois militares, o Exército segue blindando os militares de alta patente. A força disse que só vai abrir processos administrativos contra os seis generais investigados quando a investigação do Supremo Tribunal Federal terminar. 

Segundo a força, só aí que a cúpula poderá tomar decisões. “As providências, quando necessárias, serão tomadas em conformidade com as decisões jurídicas acerca do assunto”, disse o Exército em nota. 

O Exército também disse que auxilia nas investigações da Polícia Federal e do Supremo Tribunal Federal.

São investigados os generais:

  • Augusto Heleno;
  • Estevam Theophilo Gaspar De Oliveira;
  • Laércio Vergílio;
  • Walter Braga Netto;
  • Mário Fernandes;
  • Paulo Sérgio de Oliveira.