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Deputado pró-Eduardo Bolsonaro renuncia à lista de relator do caso

Mauro Lopes (PP-MG), que disse ao blog defender o filho do presidente no caso de Míriam Leitão, argumentou ser "conterrâneo" da jornalista

atualizado 11/05/2022 21:41

PMDB/Divulgação

O deputado Mauro Lopes (PP-MG) comunicou ontem ao Conselho de Ética que retira seu nome da listra tríplice de onde sairá o relator do caso no qual Eduardo Bolsonaro (PL-SP) fez ataques à jornalista Míriam Leitão.

Na semana passada, já sorteado para possível relator, Lopes disse ao Blog do Noblat que “votaria” a favor do filho do presidente, que debochou das torturas sofridas pela jornalista durante a ditadura. 

Por ter antecipado sua posição, a oposição defendeu que o presidente do conselho, Paulo Azi (União-BA), excluísse o nome de Lopes.

O deputado mineiro antecipou-se ao questionamento formal de deputados do PT, PSol e PCdoB, julgou-se impedido e deixou a relatoria. Mas a razão que argumentou de seu impedimento não foi a antecipação, mas outra: alegou que, por ser “conterrâneo” da jornalista, ambos mineiros, não poderia relatar.

O Código de Ética não prevê essa razão de impedimento. O que não pode é o relator ter sido eleito pelo mesmo estado do representado.

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