Darren Beattie, a soberania e o limite do palco

Lula foi rápido: ao barrar Darren Beattie, o Itamaraty reafirmou que o Brasil não é laboratório para interessados em fustigar nossa Justiça

atualizado

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Arte/Metrópoles
Lula e assessor de Trump
1 de 1 Lula e assessor de Trump - Foto: Arte/Metrópoles

Nas eleições, quando a realidade não ajuda, a oposição tenta fabricar um enredo. O episódio envolvendo Darren Beattie, o suposto “enviado especial” de Donald Trump, é o exemplo perfeito do que eu chamo de diplomacia de fachada.

Beattie, um sujeito com um currículo que faria qualquer diplomata sério corar – demitido da Casa Branca por comentários supremacistas -, vinha ao Brasil com um objetivo claro: transformar uma cela na Papudinha em palco internacional.

Não há prova alguma de que Trump tenha enviado esse cidadão para tratar de assuntos de Estado. O que se observa é uma articulação doméstica, liderada por Eduardo Bolsonaro e seus aliados no exterior, para dar a Jair Bolsonaro um ar de perseguido político global.

A ideia era simples: Beattie visitaria o ex-presidente na prisão, sairia de lá com declarações bombásticas contra o Judiciário brasileiro e criaria a ilusão de que a Casa Branca de Trump já estaria monitorando a “ditadura” no Brasil.

Lula, desta vez, não dormiu no ponto.

Ao revogar o visto de Beattie, o governo brasileiro agiu com o rigor que a soberania exige, mas também com o pragmatismo de quem não quer alimentar o circo alheio.

Proibir a entrada de um supremacista branco não é apenas uma questão de ideologia; é evitar que o país seja usado como laboratório para a extrema-direita internacional testar seus limites.

O Planalto cortou o mal pela raiz antes que o “enviado” desembarcasse para inflamar as redes sociais.

No fim das contas, o que sobra é o desespero de uma oposição que já não consegue pautar o país com propostas e precisa importar figurantes de segunda categoria para tentar salvar a imagem do seu líder.

Bolsonaro, agora internado, deixa a expectativa da atualização dos boletins médicos. Trump, se sabe quem é o seu suposto assessor, não liga pra isso, a essa altura.

E a diplomacia brasileira, a contragosto de muitos, mostrou que ainda sabe usar o carimbo do visto para proteger os seus interesses.

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