Bolsonaristas vibram com o “refresco” aos golpistas
Entenda por que a extrema-direita parou o Congresso para festejar a “anistia fatiada”
atualizado
Compartilhar notícia

Brasília viveu dias de euforia para a oposição e de pura frustração para o Palácio do Planalto. A aprovação da “dosimetria”, aquela redução de penas para os envolvidos nos atos golpistas, foi recebida com festa por nomes como o senador Jorge Seif, que já projeta Flávio Bolsonaro no Planalto em 2027. Para eles, a “justiça” finalmente começou a ser feita, ainda que através de uma anistia parcial. Para o governo, é um tapa na cara da democracia.
Enquanto a direita comemora o que chama de “vitória das velhinhas com bíblias”, os aliados do governo tentam reagrupar as tropas. Falam em “golpe contra a democracia” e prometem levar o povo para as ruas neste 1º de maio. Porém, O Dia do Trabalhador, que já foi palco de grandes lutas, virou uma festa popular com sorteios de prêmios, onde o discurso político muitas vezes se perde entre um show e outro.
A grande verdade é que o governo Lula enfrenta um Congresso hostil e que joga parado para sabotar qualquer avanço do Planalto. A derrota de Jorge Messias pegou governistas de surpresa e a aprovação da dosimetria era uma tragédia anunciada.
No fim, é apenas o primeiro passo de uma oposição que se sente cada vez mais fortalecida. Lula vai precisar de muito mais do que discursos inflamados para virar esse jogo, ou continuará assistindo, da janela, à festa dos adversários.


