Facilitando o sucesso dos médicos (por Roberto Caminha Filho)

Tio Hiram: Eu não tenho medo de morrer, eu tenho medo é de deixar essa  vida que eu levo

atualizado

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Fotografia colorida de médicos
1 de 1 Fotografia colorida de médicos - Foto: Divulgação

Para facilitar o sucesso dos médicos na minha operação de hérnia, resolvi fazer tudo certinho durante o pré-operatório.

1- Fui atrás do meu plano e procurei um bom hospital de São Paulo.

2- O médico que me tirou dos tubos, na Covid, indicou seus colegas.

3- Peguei um aeroplano e fui para o mar de Aracaju. Muitas vitaminas.

4- Frutas, verduras, comida fresca, peixes, frangos, comidas de gente.

5- Um dia após chegar, fiz exames para Covid. Resultado; Positivo.

6- Lembrei do poetaço Aníbal Beça, 189 kg de doçura, inteligência e fome,

sempre repetindo uns versos:

A gente pensa que manda em Manaus

    Mas é Manaus que manda na gente…

Procurei de todas as formas e encontrei o meu atestado de vacinação. Olhei para o respeitável documento e lembrei dos dois cientistas do meu Brasil, discutindo sobre a validade ou não das vacinas, sejam elas da Pfizer ou do Butantã.

Uma das vacinas valeu! Tomei 6 doses. Eu só tive Covid-19 por cinco vezes. Uma delas foi a campeã.

Qual o cientista que venceu na proposta? O Dr. Inácio ou o Dr. Messias?

Eu só sei que depois da primeira Covid, as outras só serviram para que eu ficasse com uma certeza:

Se um chinês, russo, vietnamita ou africano, resolver inventar um vírus, a partir da Covid, eu certamente o aceitarei e receberei de mãos, braços e narinas abertas, a sua infernal criatura.

Ao receber a notícia da primeira Covid, despedi-me, silenciosamente, de amigos e parentes. O único a saber que eu estava com os pulmões comprometidos, foi o meu inseparável amigo, Porfírio, o Rubirosa, que já estava brigando com o vírus dele. O vírus dele venceu, fomos proibidos de ver o Debut do Playboy, no aeroporto para o Céu. Peguei meus panos e fui para Sampa.

Cheguei, dei com o nariz no chão e acordei cinco dias depois, observado por uma louraça, olhos verdes, pele aveludada entre o cupuaçu e o pêssego. Pensei o suficiente para ter certeza que o Popó havia mandado o melhor comitê de recepção de onde ele estava. Olhei bem para o anjo e arrisquei:

  • Meu anjo, estou no CÉU? O anjo, sem a menor emoção falou:
  • Roberto, no Céu você não conseguiu chegar. Eu quero saber o porquê do suicídio que o Senhor resolveu cometer. Posso saber? Eu sou a Dra. Ana, cientista da USP e da Bayer. O Senhor escreveu no seu “Diário de Covidiano”, que tomou 1 Xarelto no primeiro dia e 4 Xareltos no quarto dia? Isso é uma loucura! Veja os seus braços! Todos negros! O seu sangue não coagula. Por que isso?
  • Anja, se a senhora leu meu diário, viu que eu sou de Manaus, onde o oxigênio acabou e eu não morreria asfixiado, cheio de coágulos. Tomei 5 Xareltos no quinto dia, não escrevi no Diário do Morto porque desmaiei. A minha sorte foi ser tratado por vocês e acordar, o que muitos amigos não conseguiram. Agora, Dra. Ana, minha Anja Querida, faça valer o lema da sua empresa:
  • Se é BAYER é bom!

O anjo achou que eu ainda estava com o platinado colado, pediu para eu servir de cobaia, fez eu assinar dezesseis vezes uns papéis e eu consenti.

Resultado: todos os dias, às 4:00 horas da manhã, eu recebia uma enfermeira do Hitler, que me enfiava uma agulha do Stalin, que dói até hoje, e fazia uma tal de “arterial”, tudo em nome da ciência. Fui legal com a Bayer e com a Anja. As duas nem agradeceram ou pediram desculpas. Nunca mais cairei em conversa de Anja.

E a tal vacina? Serve ou não serve? Eu só sei que os hospitais estão cheios de covidianos e ninguém morre.

Que beleza!

O Tio Hiram, boêmio de elite, versava assim:

Eu não tenho medo de morrer,

eu tenho medo é de deixar essa 

vida que eu levo.

Outra crise nos hospitais e médicos de Manaus e lá vou eu para São Paulo. Logo eu, que sempre fui melhor tratado nos hospitais de Manaus, notadamente, no meu querido 28 de agosto, onde tive tratamento de Presidente do Brasil. No meu pré-operatório, constatei uma verdade:

O Brasil doente está todo em São Paulo. A medicina brasileira estará doente?

 

 

Roberto Caminha Filho, economista, medroso, está em Sampa e não quer conversa com Anja…nem com os dois cientistas brasileiros.

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