Aliados de Michelle expõem irritação de Bolsonaro
Bastidores do PL revelam que Jair não aceita alianças de Eduardo e teme desmoralização do nome
atualizado
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Não há nada tão ruim que não possa piorar, especialmente quando o assunto é a harmonia, ou a falta dela, no clã Bolsonaro. A última crise, que correu os bastidores do Partido Liberal nesta semana, revela que a unidade familiar é hoje uma peça de ficção mal escrita.
O estopim da vez foi a movimentação de Eduardo Bolsonaro. O filho “03” decidiu, por conta própria, lançar o deputado André do Prado, como candidato ao Senado. Mais: Eduardo anunciou que será o suplente na chapa.
O problema é que o capitão não foi consultado. Ou, se foi, não gostou do que ouviu. Segundo a Veja, informações que circulam entre caciques do PL, e que curiosamente partem de figuras muito próximas a Michelle Bolsonaro, dão conta de que Jair Bolsonaro teve uma crise nervosa ao saber da operação.
Para o patriarca, a aliança de Eduardo é uma forma de desmoralizar o nome da família perante o eleitorado mais fiel, os bolsonaristas-raiz.
Enquanto tentam manter as aparências de um grupo coeso, os vazamentos revelam o jogo de espelhos. Michelle, cada vez mais influente no partido, parece não se importar que o mal-estar entre pai e filho venha a público. No bastidor da extrema-direita, o fogo amigo queima mais do que qualquer oposição.
O clã, que sempre sobreviveu criando inimigos externos, agora se ocupa em enfrentar os fantasmas que moram sob o mesmo teto.


