Pré-candidato do PL usa lanterna para flagrar pegação no Ibirapuera
Pré-candidato a deputado federal Gabriel Piauhy (PL-SP) viralizou ao gravar pessoas em área escura do Ibirapuera

O pré-candidato a deputado federal por São Paulo Gabriel Piauhy (PL-SP) chamou atenção nas redes sociais ao compartilhar um vídeo em que expõe pessoas supostamente em ato sexual no Parque Ibirapuera, na capital paulista. O conteúdo já ultrapassa 100 mil visualizações e gerou forte repercussão on-line.
TÁ COM TEMPO, NÉ? Pré-candidato do PL entra no Ibirapuera para flagrar casais em pegação no escuro. pic.twitter.com/fA3doVE29q
— POPTime (@poptime) June 23, 2026
No registro, o político aparece acompanhado de outros dois homens em uma área escura do parque. Com o uso de lanterna, ele mostra dois homens atrás de uma árvore e se aproxima da cena. “Com licença. Tá tudo bem aqui? Tá tudo bem?”, dispara.
Em outro momento, ele grava um grupo de homens próximo a outra árvore. Ao serem iluminados, os indivíduos se afastam e alguns correm. O pré-candidato comenta a situação durante a abordagem. “Correu. Aí é flagrante, hein? Cara levantando as calças correndo”, disse.
Gabriel justifica a gravação e a exposição das imagens: “Eles estão usando esse ambiente aqui do Parque Ibirapuera para praticar atos de imoralidade. E quem pratica esse tipo de crime precisa ser punido para entender que tem punição”.
A publicação dividiu opiniões nas redes sociais. Parte dos usuários criticou a postura do pré-candidato e questionou suas prioridades. “Que baita problema, heim? Enquanto isso, a população sem energia”, escreveu um internauta. Outro afirmou: “A pessoa não tem nada de importante para resolver na cidade e vai caçar esse tipo de coisa, surreal as prioridades do político brasileiro”.
Também houve manifestações de apoio à iniciativa. “Verdade, Gabriel. É uma vergonha esse Parque Ibirapuera à noite. Fui deixar uns passageiros lá e o local parecia um prostíbulo, com situações bizarras. Cadê a segurança no período da noite?”, escreveu um usuário.
Outros internautas questionaram a legalidade das abordagens e da gravação dos envolvidos. “Se fosse eu filmado, processaria! Quem te deu o direito de usar a imagem deles?”, escreveu um usuário do Instagram. Outra seguidora afirmou: “Você tem poder de polícia, cargo público ou autorização pra essa abordagem?”.








