O que se sabe sobre o caso do entregador morto por GCM no Ibirapuera

Douglas Renato Scheefer Zwarg, de 39 anos, foi sepultado neste domingo. O GCM Reinaldo Feitosa responde ao crime em liberdade

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Homem branco, sem barba e cabelo curto com lago ao fundo, sob luz solar - Metrópoles
1 de 1 Homem branco, sem barba e cabelo curto com lago ao fundo, sob luz solar - Metrópoles - Foto: Reprodução/Instagram

O entregador Douglas Renato Scheefer Zwarg, de 39 anos, foi sepultado neste domingo (12/4), em Poá, na região metropolitana de São Paulo. Ele foi morto após ser baleado por um subinspetor da Guarda Civil Metropolitana (GCM) na região do Parque Ibirapuera, na zona sul da capital paulista na última sexta-feira (10/4).

O subinspetor da GCM Reginaldo Alves Feitosa, de 54 anos, foi afastado das funções operacionais após matar Douglas. Ele responde ao crime em liberdade.

No passado, Reginaldo já foi indiciado outras duas vezes — por tentativa de homicídio e abuso de autoridade –, como consta em sua ficha de antecedentes criminais, obtida pelo Metrópoles. Ambos os crimes já foram arquivados.

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Douglas trabalhava com entregas para complementar renda familiar
Entregador foi ferido mortalmente com tiro nas costas
Douglas caiu após bicicleta colidir contra viatura da guarda
Douglas Renato Scheeffer Zwarg com a esposa
Vítima deixa esposa e três filhos
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Vítima deixa esposa e três filhos

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Douglas trabalhava com entregas para complementar renda familiar
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Douglas trabalhava com entregas para complementar renda familiar

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Entregador foi ferido mortalmente com tiro nas costas
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Entregador foi ferido mortalmente com tiro nas costas

Arquivo pessoal
Douglas caiu após bicicleta colidir contra viatura da guarda
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Douglas caiu após bicicleta colidir contra viatura da guarda

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Douglas Renato Scheeffer Zwarg com a esposa
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Douglas Renato Scheeffer Zwarg com a esposa

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O que se sabe sobre o caso

  • O subinspetor da GCM Reginaldo Alves Feitosa alegou em depoimento à Polícia Civil que o tiro teria sido acidental, quando ele descia da viatura.
  • A versão dele, como revelado pelo Metrópoles, diverge de outros depoimentos prestados.
  • Segundo registros oficiais, ao pedir apoio, o GCM relatou apenas um “acidente de trânsito”, sem mencionar que havia efetuado um tiro — a informação que só veio à tona depois, com a chegada de outras equipes.
  • Os GCMs Moacyr Romano Junior e Matheus Junior Melo Colares relataram que, ao serem acionados, receberam a informação de que o ciclista havia sofrido um mal súbito após um suposto acidente.
  • Só depois, com a retirada das roupas da vítima pela equipe de resgate, foi identificado um ferimento por arma de fogo nas costas.
  • Nesse momento, ainda conforme os depoimentos, Feitosa admitiu ter efetuado o disparo, mas afirmou que não sabia que havia atingido o homem.
  • A reconstrução preliminar feita pela Polícia Civil aponta que Douglas se desequilibrou ao ser abordado, possivelmente por estar com fones de ouvido, e caiu junto com a bicicleta. O disparo aconteceu no mesmo instante.
  • O subinspetor foi afastado das funções operacionais após matar Douglas. Ele chegou a ser preso em flagrante, mas pagou fiança e responde ao crime em liberdade.
  • Além do inquérito policial, Reginaldo Alves Feitosa também vai responder a um processo administrativo instaurado pela Corregedoria Geral da Guarda Civil Metropolitana (GCM).

Douglas trabalhava em um restaurante e fazia entregas para complementar a renda familiar. Ele deixa uma esposa, com quem era casado há 13 anos, e três filhos, o mais novo deles nascido em dezembro do ano passado.

Ao Metrópoles, Aline Calixto, tia de Douglas, afirmou que ele era “um rapaz sem vícios, sonhador, guerreiro, trabalhador e de família”

A defesa do GCM não foi localizada. O espaço segue aberto para manifestação.

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