Pai de 3 filhos, entregador de bike morto por GCM será enterrado em SP
Segundo a família, o entregador Douglas Zwarg vai ser enterrado na tarde desse domingo (12/4), em Poá, na Grande São Paulo
atualizado
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O entregador Douglas Renato Scheefer Zwarg, de 39 anos, morto nessa sexta-feira (10/4), após ser baleado por um subinspetor da Guarda Civil Metropolitana (GCM), vai ser enterrado neste domingo (12/4), em Poá, na região metropolitana de São Paulo.
A informação foi confirmada pela família da vítima. O sepultamento vai ser às 16h30, no Cemitério da Paz.
Douglas trabalhava em um restaurante e fazia entregas para complementar a renda familiar. Ele deixa uma esposa, com quem era casado há 13 anos, e três filhos, o mais novo deles nascido em dezembro do ano passado.
Douglas foi baleado pela GCM durante uma abordagem nas imediações do Parque do Ibirapuera, em Moema, na zona sul da capital paulista, enquanto fazia uma entrega.
Morto em abordagem
- Douglas Zwarg foi baleado durante uma abordagem da Guarda Civil Metropolitana (GCM), na sexta-feira (10/4), nas imediações do Parque Ibirapuera, em Moema, zona sul de São Paulo.
- O subinspetor da GCM Reginaldo Alves Feitosa afirmou à Polícia Civil que acabou disparando no momento em que descia da viatura.
- No entanto, segundo registros oficiais, ao pedir apoio, o GCM relatou apenas um “acidente de trânsito”, sem mencionar que havia efetuado um tiro — informação que só veio à tona depois, com a chegada de outras equipes.
- Os GCMs Moacyr Romano Junior e Matheus Junior Melo Colares relataram que, ao serem acionados, receberam a informação de que o ciclista havia sofrido um mal súbito após um suposto acidente. Só depois, com a retirada das roupas da vítima pela equipe de resgate, foi identificado um ferimento por arma de fogo nas costas.
- Nesse momento, ainda conforme os depoimentos, Feitosa admitiu ter efetuado o disparo, mas afirmou que não sabia que havia atingido o homem.
A falta de comunicação sobre o tiro e as versões diferentes dos dois agentes envolvidos na abordagem, entre outros pontos, fez com que Reginaldo fosse acusado por homicídio culposo, quando não há intenção de matar.
Ele foi preso em flagrante, mas pagou fiança e vai responder ao processo em liberdade. O caso foi registrado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) como homicídio culposo. A Corregedoria da Guarda também foi acionada para acompanhar a investigação, que segue buscando o devido esclarecimento












