Atleta de basquete acusa segurança de evento no Ibirapuera de agressão
Influenciador e atleta de futebol americano e basquete, Haakin denuncia equipe de segurança de evento de futebol no Parque Ibirapuera

Um influenciador, ator e atleta de futebol americano e basquete, de 25 anos, acusou a equipe de segurança do evento de futebol Arena Brasileira, que ocorre no Parque Ibirapuera, zona sul de São Paulo, de agressão, afirmando ter sido impedido de circular por áreas da pista premium durante um show, no último domingo (14/6).
Haakin, como é conhecido, relatou ter sido convidado por uma amiga para comparecer ao evento na pista premium e no camarote e afirmou ter circulado entre os dois locais. Durante o show do cantor Matuê, ele foi até a pista e foi ali que teria ocorrido a primeira abordagem, que ele apontou como agressiva.

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Ver todas“Em um dado momento, um amigo meu que trabalha com vídeos pediu para subir no meu ombro pra conseguir gravar o evento um pouco mais de cima. E daí a gente foi informado pela segurança de que não podia fazer isso. Achamos estranho, porque tinham outras pessoas ali com gente no ombro e não vimos nenhum deles serem abordados”, disse Haakin.
O atleta afirmou em seu relato que o amigo desceu de seus ombros e ambos continuaram assitindo ao show. Porém, ele afirma que o mesmo segurança que o abordou continuava por perto, o observando. “Ele ficava me olhando o tempo todo e, quando percebi, pedi que meu amigo começasse a gravar, para provar que caso ele alegasse alguma coisa, poderíamos defender que não estávamos fazendo nada”.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SPO episódio de agressão teria acontecido quando o influencer saiu de uma área da arena para a outra, para se encontrar com a amiga. O segurança teria impedido que ele entrasse novamente na área VIP, que ele posssuia liberdade para acessar.
“Eu pedi licença diversas vezes, e não queria ficar dando carteirada falando que eu era VIP, que fui convidado. Eu pedi o crachá dele, pois suspeitei que ele não fosse de fato um segurança, e ele ficou mais bravo ainda. Depois que ele percebeu que meu amigo estava gravando tudo, ele apontou e meu amigo foi empurrado por outro segurança. Magicamente, a gravação parou”.
Haakin afirma que nesse momento o segurança em questão partiu para cima dele e que, ao tentar se defender, “cerca de mais 5 ou 7 pessoas da equipe” estavam em cima dele, segurando seus braços e pernas e desferindo socos. A violência só teria cessado no momento em que uma produtora do evento interveio.
“Ele pediu para que eles se explicassem, mas nenhum deles sabia dizer por qual motivo estavam me batendo. Eu fiquei nervoso com toda a situação e passei a gritar com eles, e novamente foram para cima de mim. Quando consegui me desvincilhar, fui até a entrada do evento e chamei a polícia”, contou.
Na entrada do evento, o atleta afirma ter relatado toda a situação, com apoio da produtora, e ter sido encaminhado para uma área de acolhimento, onde foi atendido por uma advogada, uma psicóloga e por uma equipe de produção da Arena Brasileira.
Agressor não encontrado
Com a chegada da Polícia Civil, Haakin afirmou que as equipes não conseguiram localizar os agressores dentro do evento. “Pra mim, foi mais um erro da equipe de segurança [do evento], como que eles não conseguiram reconhecer e localizar os próprios funcionários?”, questiona.
O influencer afirma que conseguiu fazer um boletim de ocorrência na hora e posteriormente foi à delegacia, onde foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) para exames de corpo de delito. “Até o momento, não tive nenhum retorno nem do evento nem dos seguranças, até agora não sei o nome nem o paradeiro do cara que me agrediu inicialmente”.
Influencer aponta discriminação
Haakin relata também que sua abordagem foi diferente dos outros presentes no evento. “Eu não queria entrar em pauta racial, mas não tem como negar que uma pessoa que havia acendido um sinalizador do outro lado do evento, algo proibido, não foi agredida, não passou pela mesma situação que eu. E ela era branca. Eu era um dos poucos retintos do evento, e isso aconteceu comigo”, destacou.
Em seu relato, ele também alega que no momento em que descreveu o episódio no evento, tanto algumas pessoas da produção quanto a advogada que o atendeu no acolhimento também viram o ato como um episódio de discriminação racial.
O que diz o evento
Procurada pelo Metrópoles, a Arena Brasileira disse, em nota, que lamenta profundamente a situação relatada e esclarece que não compactua com qualquer forma de agressão, seja física ou verbal, e que os colaboradores envolvidos foram identificados e desligados.
“Nossos eventos contam com protocolos de segurança e atendimento rigorosamente estabelecidos para garantir o bem-estar, o respeito e a integridade física de todos os clientes. Após a apuração inicial dos fatos, identificamos que esses protocolos não foram seguidos como determinamos. Os colaboradores envolvidos no caso, de empresas terceirizadas, foram identificados e imediatamente desligados.”
A Arena Brasileira afirma que procurou o cliente envolvido para se colocar inteiramente à sua disposição, oferecer todo o apoio necessário e colaborar com as autoridades competentes.
“Reforçamos que esse tipo de conduta é inadmissível e não representa os valores e princípios da Arena Brasileira. Seguiremos trabalhando para que situações como essa jamais se repitam em nenhum de nossos eventos”, complementou o texto.
Já a Secretaria da Segurança Pública (SSP) confirmou, em nota, que um boletim de ocorrência foi registrado pela vítima e que o caso foi registrado como lesão corporal no 27º Distrito Policial Ignácio Francisco, “A vítima foi orientada quanto ao prazo para representação criminal”.



