Uma mulher foi encontrada morta na casa onde morava, no Itapoã. O caso é investigado pela Polícia Civil como feminicídio, e o principal suspeito é o namorado da vítima, um cabeleireiro de 40 anos, que está foragido.

Segundo informações da Polícia Militar, a filha de Maria dos Santos Gaudêncio, 53 anos, chegou à residência por volta das 20h dessa terça-feira (19/3), sentiu forte odor e encontrou a mãe morta com uma lesão na cabeça.

De acordo com a ocorrência registrada e investigada pela 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá), a vítima sofreu um golpe violento na nuca. A morte teria ocorrido há ao menos dois dias antes de a filha encontrar o corpo.

A equipe de plantão da delegacia encontrou muito sangue no colchão e na parede do quarto da residência.

Outros casos
Caso as suspeitas sejam confirmadas, será o 6º caso de feminicídio no DF apenas neste ano. Até a semana passada, a Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) registrou 3.101 ocorrências de violência doméstica.

O primeiro caso de feminicídio no DF em 2019 foi registrado na madrugada do dia 5 de janeiro. Vanilma Martins dos Santos, 30 anos, foi morta com uma facada pelo homem que era seu marido há anos. Os dois viviam juntos no Gama e tinham um filho pequeno.

No dia 28 de janeiro, Diva Maria Maia da Silva, 69 anos, recebeu cinco tiros no apartamento da família, na Asa Norte. O assassino era Ranulfo do Carmo, 74, também companheiro da vítima.

Apenas dois dias depois foi a vez de Veiguima Martins, 56 anos, morrer. Ela já havia registrado ocorrência por ameaça e lesão corporal contra o marido. Depois de matá-la a facadas no quarto do casal, ele ateou fogo no apartamento para tentar encobrir o crime e acabou morto também.

Ainda em janeiro, Patrícia Alice de Souza, 23 anos, foi atingida por um tiro nas costas. As investigações concluíram que foi feminicídio.

Cevilha Moreira dos Santos, 45, foi encontrada morta no dia 11 de março, em Sobradinho. A vítima tinha marcas de facada no peito. O namorado dela é o principal suspeito.

Neste 2019, o Metrópoles inicia um projeto editorial para dar visibilidade às tragédias provocadas pela violência de gênero. As histórias de todas as vítimas de feminicídio do Distrito Federal serão contadas em perfis escritos por profissionais do sexo feminino (jornalistas, fotógrafas, artistas gráficas e cinegrafistas), com o propósito de aproximar as pessoas da trajetória de vida dessas mulheres.

O Elas por Elas propõe manter em pauta, durante todo o ano, o tema da violência contra a mulher para alertar a população e as autoridades sobre as graves consequências da cultura do machismo que persiste no país.

Desde 1° de janeiro, um contador está em destaque na capa do portal para monitorar e ressaltar os casos de Maria da Penha registrados no DF. Mas nossa maior energia será despendida para humanizar as estatísticas frias, que dão uma dimensão da gravidade do problema, porém não alcançam o poder da empatia, o único capaz de interromper a indiferença diante dos pedidos de socorro de tantas brasileira.