Travesseiro antirrugas é aliado, mas não substitui cuidados com a pele
Apesar de reduzir o atrito no rosto, travesseiro antirrugas não substitui tratamentos contra o envelhecimento, diz dermatologista

As chamadas “rugas do sono“ são marcas no rosto causadas pela repetição diária da pressão e do atrito da pele contra a cama na hora de dormir. A dermatologista Joana Petito Magnavita explica que, em peles jovens, as linhas desaparecem poucos minutos após acordar. Porém, a perda progressiva de firmeza e elasticidade faz com que os tecidos demorem muito mais para retornar ao estado original.

Receba no seu email as notícias de Fitness&Nutrição
Frequência de envio: Duas vezes na semana
Ver todasPara contornar o problema, a indústria desenvolveu produtos com formatos diferenciados, como o travesseiro antirrugas. A proposta é diminuir a superfície de contato direto da pele com o tecido durante a noite, impedindo o surgimento imediato das dobras indesejadas.

Surgimento das rugas e papel do travesseiro
Diante do aparecimento dessas linhas, as dobras da compressão noturna se tornam um sinal estético definitivo com o passar dos anos.
“Quando você dorme sempre na mesma posição, o rosto sofre pressão e dobra praticamente nos mesmos pontos por várias horas”, explica a dermatologista ao Metrópoles.
Em uma pele mais jovem, essas marcas tendem a desaparecer rapidamente. Com a perda de colágeno e elasticidade, a recuperação já não acontece da mesma maneira.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles Vida & EstiloÉ nesse cenário de prevenção que o modelo anatômico de travesseiro aparece, funcionando como um suporte físico para aliviar o peso no rosto. Porém, os pacientes precisam alinhar as expectativas para não enxergar o produto como uma cura milagrosa para a flacidez.

Limites das tendências contra as rugas
De acordo com Bernardo Magalhães, diretor de uma empresa de bioestimuladores, o público hoje busca ativamente por cosméticos e suplementos, além de produtos como travesseiros, para retardar os sinais do tempo.
Bernardo reforça que nenhuma tendência isolada substitui um protocolo amplo e realista de autocuidado.
“O mais importante é entender o que cada método consegue entregar e não transformar uma tendência em promessa de resultado”, afirma.
A opinião é compartilhada pela dermatologista Joana Petito, que reforça a influência de múltiplos fatores biológicos e ambientais na saúde da pele.
“O envelhecimento da pele envolve genética, exposição solar, hábitos, perda de colágeno e muitos outros fatores. O travesseiro pode ser um aliado, mas não faz esse trabalho sozinho”, conclui a médica.











