Descubra o que une Sergio Camargo a Tom Jobim no Teatro Nacional
Exposição gratuita em Brasília conecta o rigor geométrico do escultor Sergio Camargo à poesia de Tom Jobim e ao modernismo brasileiro
atualizado
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A partir desta semana, o Teatro Nacional Claudio Santoro se torna o cenário de um encontro histórico entre a matéria e a música. A exposição É Pau, É Pedra…, realizada pelo Metrópoles com curadoria de Marcello Dantas, mergulha na trajetória de Sergio Camargo, um dos maiores nomes da escultura brasileira. Com cerca de 200 itens, entre relevos e peças raras, a mostra gratuita — que segue até 13 de março — utiliza a icônica letra de Tom Jobim como fio condutor para explicar a investigação poética do artista sobre o mármore e a madeira.
Transparência – Projeto É Pau, É Pedra – Sergio Camargo
Entenda
- A matéria-prima: o título é uma síntese direta do trabalho de Camargo, que dedicou sua vida a explorar as possibilidades da madeira (pau) e do mármore (pedra).
- Conexão musical: a frase evoca a cadência de Águas de Março, de Tom Jobim, traçando um paralelo entre a precisão do gesto na escultura e a métrica da Bossa Nova.
- Espírito da época: a exposição celebra o Brasil moderno, situando o auge de Camargo no mesmo contexto do nascimento de Brasília e dos movimentos concretistas.
- Ressignificação: assim como na música de Jobim, onde elementos simples constroem uma narrativa complexa, as obras de Camargo partem de formas básicas para desafiar a luz e o espaço.
O encontro entre o cinzel e a partitura
Para o curador Marcello Dantas, a escolha do nome não é apenas uma coincidência lírica, mas uma tradução da “paisagem emocional do Brasil”. Segundo ele, Sergio Camargo e Tom Jobim compartilham a mesma lógica criativa: o domínio absoluto do tempo e a busca pela poesia que brota da simplicidade.
“O título condensa em linguagem uma capacidade de síntese: trabalhar com elementos básicos e eternos da arte para ressignificá-los”, explica Dantas.
A mostra busca capturar o momento em que a estética brasileira atingiu sua maturidade internacional, unindo a arquitetura de Brasília, a sonoridade de Jobim e o rigor geométrico de Camargo.

Uma retrospectiva monumental
Considerada uma das maiores retrospectivas já realizadas sobre o artista, a exposição oferece ao público brasiliense uma oportunidade rara de observar de perto a evolução das “cabeças concretas” e a sensibilidade moderna de Sergio Camargo.
Os visitantes poderão percorrer um acervo que demonstra como o escultor transformava materiais brutos em jogos sofisticados de luz e sombra, reafirmando seu lugar como um dos pilares do modernismo.
A realização é do Metrópoles e tem curadoria de Marcello Dantas, referência no país por desenvolver projetos que articulam arte, arquitetura, tecnologia e narrativa histórica.
A exposição conta com o patrocínio dos Cartões Caixa e Visa Infinite, além do apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal.
ServiçoExposição É Pau, é Pedra…, de Sergio Camargo, realizada pelo Metrópoles
Visitação de 10 de dezembro a 13 de março, no Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional
De quarta-feira a segunda-feira, das 12h às 20h (terça-feira fechado para manutenção do Teatro)












