Descubra o que une Sergio Camargo a Tom Jobim no Teatro Nacional

Exposição gratuita em Brasília conecta o rigor geométrico do escultor Sergio Camargo à poesia de Tom Jobim e ao modernismo brasileiro

atualizado

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Nina Quintana/Metrópoles
Brasília-DF (05/03/2026). Arte+ convida para encontro sobre Sergio Camargo. Fotos: Nina Quintana/Metrópoles
1 de 1 Brasília-DF (05/03/2026). Arte+ convida para encontro sobre Sergio Camargo. Fotos: Nina Quintana/Metrópoles - Foto: Nina Quintana/Metrópoles

A partir desta semana, o Teatro Nacional Claudio Santoro se torna o cenário de um encontro histórico entre a matéria e a música. A exposição É Pau, É Pedra…, realizada pelo Metrópoles com curadoria de Marcello Dantas, mergulha na trajetória de Sergio Camargo, um dos maiores nomes da escultura brasileira. Com cerca de 200 itens, entre relevos e peças raras, a mostra gratuita — que segue até 13 de março — utiliza a icônica letra de Tom Jobim como fio condutor para explicar a investigação poética do artista sobre o mármore e a madeira.

Transparência – Projeto É Pau, É Pedra – Sergio Camargo

Entenda

  • A matéria-prima: o título é uma síntese direta do trabalho de Camargo, que dedicou sua vida a explorar as possibilidades da madeira (pau) e do mármore (pedra).
  • Conexão musical: a frase evoca a cadência de Águas de Março, de Tom Jobim, traçando um paralelo entre a precisão do gesto na escultura e a métrica da Bossa Nova.
  • Espírito da época: a exposição celebra o Brasil moderno, situando o auge de Camargo no mesmo contexto do nascimento de Brasília e dos movimentos concretistas.
  • Ressignificação: assim como na música de Jobim, onde elementos simples constroem uma narrativa complexa, as obras de Camargo partem de formas básicas para desafiar a luz e o espaço.

O encontro entre o cinzel e a partitura

Para o curador Marcello Dantas, a escolha do nome não é apenas uma coincidência lírica, mas uma tradução da “paisagem emocional do Brasil”. Segundo ele, Sergio Camargo e Tom Jobim compartilham a mesma lógica criativa: o domínio absoluto do tempo e a busca pela poesia que brota da simplicidade.

“O título condensa em linguagem uma capacidade de síntese: trabalhar com elementos básicos e eternos da arte para ressignificá-los”, explica Dantas.

A mostra busca capturar o momento em que a estética brasileira atingiu sua maturidade internacional, unindo a arquitetura de Brasília, a sonoridade de Jobim e o rigor geométrico de Camargo.

obra do Sergio Camargo
Abertura da exposição É pau, É pedra, do artista Sergio Camargo

Uma retrospectiva monumental

Considerada uma das maiores retrospectivas já realizadas sobre o artista, a exposição oferece ao público brasiliense uma oportunidade rara de observar de perto a evolução das “cabeças concretas” e a sensibilidade moderna de Sergio Camargo.

Os visitantes poderão percorrer um acervo que demonstra como o escultor transformava materiais brutos em jogos sofisticados de luz e sombra, reafirmando seu lugar como um dos pilares do modernismo.

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Exposição dedicada a Sergio Camargo instalada no foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional Claudio Santoro
Registro da obra
Convidadas conferem as obras do mezanino no Teatro Nacional
Convidadas chegam ao foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional Claudio Santoro
Vera Pinheiro interage com a obra de Sergio Camargo
O espaço foi recém reformado
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O espaço foi recém reformado

Matt Ferreira/Especial para o Metrópoles
Exposição dedicada a Sergio Camargo instalada no foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional Claudio Santoro
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Exposição dedicada a Sergio Camargo instalada no foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional Claudio Santoro

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Convidadas conferem as obras do mezanino no Teatro Nacional
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Convidadas conferem as obras do mezanino no Teatro Nacional

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Convidadas chegam ao foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional Claudio Santoro
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Convidadas chegam ao foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional Claudio Santoro

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Vera Pinheiro interage com a obra de Sergio Camargo
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Vera Pinheiro interage com a obra de Sergio Camargo

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A realização é do Metrópoles e tem curadoria de Marcello Dantas, referência no país por desenvolver projetos que articulam arte, arquitetura, tecnologia e narrativa histórica.

A exposição conta com o patrocínio dos Cartões Caixa e Visa Infinite, além do apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal.

Serviço

Exposição É Pau, é Pedra…, de Sergio Camargo, realizada pelo Metrópoles

Visitação de 10 de dezembro a 13 de março, no Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional

De quarta-feira a segunda-feira, das 12h às 20h (terça-feira fechado para manutenção do Teatro)

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