Obras de Sergio Camargo dialogam com estrutura do Teatro Nacional
Mostra É Pau, É Pedra… reúne obras do escultor e marca a retomada do espaço expositivo no Teatro Nacional Claudio Santoro
atualizado
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A reativação do foyer da Sala Villa-Lobos como área dedicada a exposições abre uma nova etapa na história do Teatro Nacional Claudio Santoro. Até 13 de março, o espaço recebe É Pau, É Pedra…, mostra organizada pelo Metrópoles que reúne trabalhos de Sergio Camargo e evidencia a relevância de um dos escultores mais marcantes da arte brasileira.
Transparência – Projeto É Pau, É Pedra – Sergio Camargo
Recém-restaurado, o ambiente não funciona apenas como pano de fundo para a exposição. A arquitetura do local passa a dialogar com as obras, criando uma experiência que conecta arte, memória e o próprio percurso do teatro.

A trajetória de Camargo também se entrelaça com a de diversos artistas de sua geração. Com reconhecimento internacional ainda jovem, o escultor contribuiu para dar visibilidade a outros nomes importantes da produção artística brasileira.
Em 1956, ele criou a Galeria GEA, no Rio de Janeiro. A abertura do espaço foi marcada por uma exposição individual de Frans Krajcberg, artista nascido na Polônia e naturalizado brasileiro, conhecido por sua atuação como pintor, escultor, gravador e fotógrafo.


Camargo e Krajcberg eram contemporâneos e mantinham uma relação de proximidade no circuito artístico. Na década de 1950, chegaram a compartilhar um ateliê no bairro de Laranjeiras, no Rio de Janeiro, antes de seguirem percursos próprios na arte.
Com o passar dos anos, a Galeria GEA se consolidou como ponto de encontro de importantes artistas brasileiros, exibindo obras de nomes como Alfredo Volpi, Anna Letycia, Antônio Bandeira, Iberê Camargo, Ivan Serpa, Maria Leontina, Milton Dacosta, Oswaldo Goeldi, Renina Katz e Sonia Ebling.
Em 1959, o espaço também sediou a primeira exposição individual de Heitor dos Prazeres.

Exposição É Pau, É Pedra…
A exposição É Pau, É Pedra… do escultor Sergio Camargo, reafirma o compromisso do Metrópoles com a difusão e valorização da cultura brasileira em suas múltiplas expressões.
Ao ocupar um espaço de alta relevância simbólica e arquitetônica, a mostra amplia o diálogo entre arte contemporânea, memória cultural e vida urbana, consolidando o veículo como um agente ativo na promoção de experiências culturais na capital federal.
A exposição conta com o patrocínio dos Cartões Caixa e Visa Infinite, além do apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal.
Serviço
Exposição É Pau, é Pedra…, de Sergio Camargo, realizada pelo Metrópoles
Visitação de 10 de dezembro a 13 de março, no Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional
De quarta-feira a segunda-feira, das 12h às 20h (terça-feira fechado para manutenção do Teatro)












