Professores destacam valor educativo da exposição de Sergio Camargo. Veja vídeo
Educadores afirmam que experiências fora da sala de aula ampliam o repertório cultural dos estudantes
atualizado
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A visita de 120 estudantes do Centro Educacional 3 do Guará ao Teatro Nacional Claudio Santoro para conhecer a exposição dedicada ao escultor Sergio Camargo também foi acompanhada por professores de diferentes áreas, que destacaram o papel de iniciativas culturais na formação dos alunos. A mostra É Pau, É Pedra…, promovida pelo Metrópoles, é uma experiência que aproxima arte, educação e patrimônio cultural.
Transparência – Projeto É Pau, É Pedra – Sergio Camargo
Além de estimular o contato direto com a arte, a experiência também abre espaço para reflexões que, depois, continuam dentro da sala de aula. Professores explicam que a visita à mostra se conecta a conteúdos trabalhados nas disciplinas, permitindo que os alunos relacionem cultura, linguagem e história a partir de uma vivência prática em um dos espaços culturais mais simbólicos da capital.


Aprendizagem orgânica
A visita foi acompanhada por professoras de artes do Centro Educacional 3 do Guará, que destacaram a importância de levar os estudantes para experiências culturais fora da sala de aula.
Para Lucinaidi Pinheiro, iniciativas como essa têm um valor difícil de mensurar. “É inestimável o valor dessa iniciativa. É muito importante tirar os alunos da sala de aula e trazer para ver uma exposição como essa”, afirma.
A professora ressalta que o contato direto com as obras amplia o aprendizado e oferece aos estudantes uma experiência diferente da que eles costumam ter apenas no ambiente digital.
“É necessário que os nossos estudantes tenham essa possibilidade da apreciação viva, orgânica, que saia um pouco da dimensão da internet e das redes sociais”, explica Lucinaidi. Segundo a docente, atividades como essa também ajudam a construir o olhar estético dos jovens ao longo do tempo.
Acesso à cultura é fundamental para escolas públicas
Para Barbara Benatti, a experiência de estar presencialmente diante das obras faz diferença no envolvimento dos alunos. “É a coisa da presença, de estar ali. Foi muito interessante ver como eles se envolveram com as peças e ficaram curiosos”, diz.
A professora também destacou o entusiasmo dos estudantes durante a visita e enfatizou que ações que facilitam o acesso à cultura são fundamentais para as escolas públicas.
“Bate um orgulho ver como eles gostam e se entregam à experiência. Quando existe essa possibilidade de transporte e de estrutura, faz toda a diferença. O acesso à arte e à cultura muda a vida deles — na escola, na comunidade e na formação como cidadãos”, afirma Benatti.

Mostra desperta interesse
A exposição também chamou a atenção de estudantes que visitaram o espaço. Para o aluno Mateus Cordeiro dos Santos, de 16 anos, as esculturas de Sergio Camargo impressionam pela estética e pela riqueza das formas. “Eu gostei muito das esculturas do Sergio Camargo. As obras são muito bonitas e muito ricas. Eu super indico para as pessoas virem conhecer.”
Entre as peças apresentadas na mostra, uma das que mais despertou o interesse do jovem foi a que revela parte do processo criativo do artista. “Minha obra favorita aqui é a que mostra as ferramentas que ele usava. Acho interessante ver como ele produzia as esculturas”, diz.
Mateus também destacou a importância da experiência para ampliar o conhecimento sobre arte e história. “Acho que isso é muito importante para o nosso conhecimento, para entender a história de pessoas que fizeram coisas importantes na arte.”

Integração disciplinar
O momento foi acompanhado por professores de outras áreas, que destacaram o valor pedagógico de atividades culturais fora da escola.
Para o professor de espanhol Rai Ceriaco, experiências como essa ampliam o repertório cultural dos estudantes, especialmente para aqueles que raramente têm acesso a espaços culturais. “Ter essas saídas fora do ambiente escolar é fundamental, principalmente para alunos que muitas vezes não têm esse acesso. Conhecer outros espaços e outras pessoas também é cultura”, afirma.
Segundo ele, a oportunidade de visitar um espaço simbólico da cidade e entrar em contato com a arte provoca impacto direto nos jovens. “Quando eles chegam a um lugar como o Teatro Nacional e veem essa demonstração de arte, ficam deslumbrados — e a gente também”, diz.
Para o Rai, a experiência ajuda os alunos a perceber que projetos culturais e artísticos vão além da teoria discutida em sala de aula.
Debate
Já a professora de língua portuguesa Selma Frasão explica que a visita também será incorporada às atividades pedagógicas. “Nós já combinamos que vamos fazer um debate sobre a importância da cultura, sobre o Teatro Nacional e também sobre o artista da exposição”, conta. A ideia é que os alunos reflitam sobre a experiência e relacionem a visita ao conteúdo trabalhado na escola.
Selma destaca que atividades como essa ajudam a conectar o aprendizado teórico com vivências reais. “Trazer os estudantes para uma exposição como essa é muito importante para a formação deles, porque mostra que aquilo que trabalhamos na escola também acontece no mundo real.”

Abaixo, confira mais fotos das visitas:




















Exposição É Pau, É Pedra…
A exposição É Pau, É Pedra… do escultor Sergio Camargo, segue em cartaz até 13 de março, no Foyer do Teatro Nacional Claudio Santoro. Promovida pelo Metrópoles, conta com cerca de 200 obras separadas em núcleos — um convite para o público compreender a coerência e a amplitude da pesquisa do artista.
O projeto reafirma o compromisso do portal com a difusão e valorização da cultura brasileira em suas múltiplas expressões. Ao ocupar um espaço de alta relevância simbólica e arquitetônica, a mostra amplia o diálogo entre arte contemporânea, memória cultural e vida urbana, consolidando o veículo como um agente ativo na promoção de experiências culturais na capital federal.
A exposição conta com o patrocínio dos Cartões Caixa e Visa Infinite, além do apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal.
Serviço
Exposição É Pau, é Pedra…, de Sergio Camargo, realizada pelo Metrópoles
Visitação de 10 de dezembro a 13 de março, no Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional
De quarta-feira a segunda-feira, das 12h às 20h (terça-feira fechado para manutenção do Teatro)












