Mostra de Sergio Camargo no Teatro recebe estudantes de Samambaia. Veja vídeo

Mais de 140 crianças de Samambaia exploraram mostra gratuita de Sergio Camargo no Teatro Nacional; iniciativa democratiza o acesso à arte

atualizado

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Matt Ferreira/Especial para o Metrópoles
Brasília – DF (06-03-2025)Passeio educacional na exposição É Pau, É Pedra… de Sérgio Camargo. / Fotos: Matt Ferreira/Especial para o Metrópoles.
1 de 1 Brasília – DF (06-03-2025)Passeio educacional na exposição É Pau, É Pedra… de Sérgio Camargo. / Fotos: Matt Ferreira/Especial para o Metrópoles. - Foto: Matt Ferreira/Especial para o Metrópoles

Para muitos estudantes do Distrito Federal, o Eixo Monumental é um cenário visto apenas de longe. Contudo, nesta sexta-feira (6/3), as barreiras geográficas deram lugar à descoberta para mais de 140 alunos da Escola Classe 408 de Samambaia Norte. O grupo desembarcou no Teatro Nacional Claudio Santoro para conferir a mostra “É Pau, É Pedra…”, dedicada ao escultor Sergio Camargo. Realizada pelo Metrópoles, a exposição oferece uma imersão gratuita no Foyer da Sala Villa-Lobos, permitindo que crianças da rede pública ocupem um dos monumentos mais icônicos de Brasília.

Entenda

  • Democratização cultural: a visita proporcionou para muitos alunos o primeiro contato direto com o Teatro Nacional e com exposições de arte moderna.
  • Currículo em movimento: a atividade integra disciplinas como Matemática (geometria), Português (biografia) e Artes (luz, sombra e materiais).
  • Experiência sensorial: além de observar esculturas em mármore e madeira, os alunos interagiram com o ateliê do artista e tabuleiros de xadrez.
  • Desafio educativo: na volta às aulas, os estudantes deverão identificar as formas geométricas e os materiais que dão nome à mostra.
Chegada dos alunos ao Teatro Nacional
Crianças acompanham exposição É Pau, É Pedra…

O despertar para o patrimônio e a arte

Para a maioria dos pequenos visitantes, a grandiosidade do Teatro Nacional foi a primeira grande surpresa do dia. “É a minha primeira vez no Teatro Nacional e ele é muito legal, muito divertido”, relatou a aluna Jéssica Milhomens, do terceiro ano.

Além da arquitetura, Jéssica se encantou com a parte técnica da mostra. “Gostei muito das fotos e das ferramentas no ateliê. Foi muito legal ver as artes que ele fez”.

O entusiasmo foi compartilhado por Isabelly Vitória Alexandre, que destacou o valor do aprendizado fora da sala de aula. “A gente sai da escola para aprender coisas novas e gostar das coisas. Achei a cultura nacional muito bonita”, afirmou a estudante, reforçando o impacto positivo dos passeios escolares na formação cultural.

Isabelly Vitória

Teoria e prática: o “pau” e a “pedra”

A exposição não é apenas um passeio, mas uma extensão da sala de aula. A supervisora pedagógica da unidade, Nayara Dutra, explicou que a visita permite “colocar o currículo em movimento”. Segundo ela, o objetivo é aumentar o repertório de conhecimento das crianças de Samambaia, trabalhando a interdisciplinaridade de forma lúdica.

“Desafiamos os alunos a observarem atentamente os formatos e os materiais, para entenderem por que a exposição se chama ‘É Pau, É Pedra’. Eles analisam as formas geométricas na matemática e o jogo de luz e sombra nas artes”, detalhou a supervisora.
Nayara Dutra

O xadrez como ponto de conexão

Entre as quase 200 peças de Sergio Camargo, o grande tabuleiro de xadrez interativo foi, novamente, o favorito do público infantil. O aluno Thales de Souza Queiroz não escondeu o fascínio: “Eu gostei bastante desse xadrez grande, é muito ‘da hora'”.

Thales, que também visitava o Teatro pela primeira vez, notou a essência do trabalho de Camargo. “Vi que ele trabalha muito com madeira e pedra. Achei o centro de Brasília muito legal, a Catedral e os monumentos”, contou o jovem morador de Samambaia, evidenciando como a arte de Camargo serve de ponte para que esses estudantes se sintam, de fato, pertencentes à capital do país.

Thales Souza

Visita vira experiência pedagógica para alunos

Para a coordenadora pedagógica Loyane Oliveira, o contato direto com obras de arte ajuda a ampliar o entendimento de conteúdos trabalhados na escola. “Qualquer exposição que coloca as crianças em um ambiente externo à escola ajuda a elaborar muitas das coisas que vemos em sala de aula. Aqui eles podem experimentar isso de forma sensorial, e isso é muito rico”, explicou.

Segundo ela, mesmo alunos mais novos conseguem se envolver com a experiência e demonstrar curiosidade diante das obras. “Muita gente questiona trazer crianças tão novas, de 7 ou 8 anos, para espaços como esse. Mas é justamente nesse contato que elas começam a desenvolver curiosidade e interesse pela arte”, afirmou.

Durante a visita, as esculturas despertaram perguntas entre os estudantes. “Eles perguntavam: ‘Como era essa pedra antes? Como ela se transformou assim?’”, contou Loyane. Entre as peças expostas, uma chamou especialmente sua atenção: “Fiquei encantada com o xadrez, pela forma como as pedras se encaixam. Achei perfeito”.

Loiany Rodrigues

Crianças se encantam com a exposição

As crianças também demonstraram entusiasmo ao explorar o espaço. Jonathan, de 7 anos, contou que já conhecia o teatro e ficou animado ao participar do passeio com a escola. “Eu já conhecia e gostei bastante. Achei bem legal”, disse.

Para ele, uma das partes mais interessantes da visita foi conhecer os elementos ligados ao processo criativo do artista. “Eu gostei bastante das ferramentas e do avental do ateliê”, afirmou, ao destacar um dos núcleos da exposição.

O estudante também contou que aprecia atividades artísticas e que passeios culturais como esse tornam a experiência escolar mais divertida. “Eu gosto porque é bem legal ver as ferramentas e as coisas dele”.

Jhonatan Lucena Ribeiro

Abaixo, confira mais fotos das visitas:

Chegada dos alunos ao Teatro Nacional
Alunos de Samambaia visitam exposição no Teatro Nacional
Estudantes atentos

Aluna se divertindo

Alunos encantados com a exposição É Pau, É Pedra…
A exposição segue em cartaz até 13 de março
Guia dos professores pelas obras da exposição
A exposição ocupa o Teatro Nacional Claudia Santoro
Os alunos observam as obras no segundo andar da exposição, com os quadros geométricos expostos
Alunos observam a obra do xadrez na exposição
Estudantes se divertem jogando xadrez
Alunos recebendo o lanche da tarde após o passeio
Estudantes disfrutando o lanche

Exposição É Pau, É Pedra…

A exposição É Pau, É Pedra… do escultor Sergio Camargo, segue em cartaz até 13 de março, no Foyer do Teatro Nacional Claudio Santoro. Promovida pelo Metrópoles, conta com cerca de 200 obras separadas em núcleos — um convite para o público compreender a coerência e a amplitude da pesquisa do artista.

O projeto reafirma o compromisso do portal com a difusão e valorização da cultura brasileira em suas múltiplas expressões.

Ao ocupar um espaço de alta relevância simbólica e arquitetônica, a mostra amplia o diálogo entre arte contemporânea, memória cultural e vida urbana, consolidando o veículo como um agente ativo na promoção de experiências culturais na capital federal.

A exposição conta com o patrocínio dos Cartões Caixa e Visa Infinite, além do apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal.

Serviço

Exposição É Pau, é Pedra…, de Sergio Camargo, realizada pelo Metrópoles

Visitação de 10 de dezembro a 13 de março, no Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional

De quarta-feira a segunda-feira, das 12h às 20h (terça-feira fechado para manutenção do Teatro)

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