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Alunos do Riacho Fundo II exploram obras de Sergio Camargo no DF. Veja vídeo

Cerca de 90 alunos da rede pública do DF visitaram mostra inédita de Sergio Camargo no Teatro Nacional, unindo educação inclusiva e arte

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Pedro Iff/Metrópoles
Alunos do Riacho Fundo II exploram obra de Sergio Camargo no DF
1 de 1 Alunos do Riacho Fundo II exploram obra de Sergio Camargo no DF - Foto: Pedro Iff/Metrópoles

O foyer do Teatro Nacional Claudio Santoro tornou-se, nesta segunda (2/3), uma extensão da sala de aula para cerca de 90 alunos do CEM 01 do Riacho Fundo II. Os estudantes, com idades entre 15 e 16 anos, participaram de uma imersão nas obras do escultor Sergio Camargo, na exposição É Pau, É Pedra…, aberta ao público, com visitação gratuita até 13 de março. A visita guiada se destacou pelo caráter inclusivo, levando jovens de regiões periféricas ao contato direto com o geometrismo e o minimalismo do artista.

Transparência – Projeto É Pau, É Pedra – Sergio Camargo

Entenda

  • Público-alvo: quatro turmas do 1º ano do ensino médio do CEM 01 do Riacho Fundo II.
  • Local simbólico: primeira visita de muitos alunos ao Teatro Nacional após a revitalização do espaço.
  • Interatividade: exposição permitiu que os jovens jogassem xadrez e olhassem de perto os detalhes das obras.
  • Currículo vivo: atividade integrou as disciplinas de história e artes, focando na identidade cultural de Brasília.
  • Cuidado além da sala de aula: alunos receberam lanches para consumir durante a volta para a escola.
Foto em grupo dos estudantes com a obra Xadrez
Foto em grupo dos estudantes com a obra Xadrez

Descoberta de formas e afetos

Para a maioria dos adolescentes, cruzar as portas do Teatro Nacional foi um evento inédito. A estudante Déborah Moreira Ribeiro, de 15 anos, notou imediatamente a conversa estética entre as esculturas e o monumento que as abriga.

“Achei a experiência gratificante porque nunca tinha vindo aqui. A exposição tem tudo a ver com o teatro, que também tem muitas formas geométricas. É algo bem diverso e interessante”, pontuou.
Brasília-DF (02/03/2026). Passeio Educacional na exposição, É Pau, é pedra... de Sergio Camargo.
Déborah Moreira Ribeiro

A professora de história Graziela da Silva reforçou o peso social da iniciativa. Ex-funcionária da Secretaria de Cultura, ela celebrou o retorno ao espaço – agora como educadora.

“Somos uma escola periférica e inclusiva. Trazer nossos estudantes, alguns com deficiência, para uma exposição interativa, onde puderam jogar xadrez e brincar com as obras, é muito rico. Eles não queriam ir embora”, relatou.
Brasília-DF (02/03/2026). Passeio Educacional na exposição, É Pau, é pedra... de Sergio Camargo.
Graziela da Silva, professora de História

Olhar minimalista e acolhimento

A beleza dos detalhes em mármore cativou Patrícia Silva, de 15 anos. Em sua primeira visita a um teatro, o encantamento foi além das peças expostas.

“Adorei que ele utiliza o minimalismo para se expressar. De longe você não vê tudo, mas quando chega perto, percebe os detalhes. Realizei o sonho de conhecer um teatro e adorei a estrutura e o acolhimento das pessoas”, afirmou a jovem.

Brasília-DF (02/03/2026). Passeio Educacional na exposição, É Pau, é pedra... de Sergio Camargo.
Patrícia Silva

A arte como apreciação livre

No campo pedagógico, a visita serviu para desmistificar a ideia de que a arte exige uma compreensão técnica rígida para ser desfrutada.

Abiail Alecrim, professora de artes e cantora lírica, conta que já se apresentou no palco do Teatro Nacional sob a regência do maestro Silvio Barbato. Ao Metrópoles ela destacou a importância sensorial do passeio.

Brasília-DF (02/03/2026). Passeio Educacional na exposição, É Pau, é pedra... de Sergio Camargo.
Professora de Artes e cantora lírica, Abiail Alecrim

“Fiz questão de dizer a eles que a arte não precisa ser necessariamente entendida; ela é para ser apreciada. O espaço de exposição é excelente e arejado, permitindo que eles passeassem de maneira livre e reflexiva”, explica Abigail.

Para a docente, ver os alunos ocupando um espaço tão nobre da história do Distrito Federal é a consolidação de uma missão educativa que une estética e cidadania.

Abaixo, confira mais fotos da visita:

Alunos chegam ao Teatro Nacional para acompanhar a exposição de Sergio Camargo
Os alunos chegam ao Teatro Nacional para acompanhar a exposição de Sergio Camargo
A exposição está em cartaz até 13 de março
Estudantes se preparando para conhecer as obras de Sergio Camargo
Abiail Alecrim, Graziela da Silva, Lucas Rodrigues Araújo e José Lima Prado da Silva
Alunos interagem com a mesa de construção de blocos geométricos
Estudantes exploram o Teatro Nacional Claudio Santoro
Estudantes exploram o Teatro Nacional Claudio Santoro
Alunas na exposição
As alunas registram fotos das obras de Sergio Camargo
As obras de Sergio Camargo chamaram atenção dos jovens
Lanches foram distribuídos para os estudantes do CEM 01 do Riacho Fundo II
Alunos recebem os lanches para consumir durante a volta para a escola

Exposição É Pau, É Pedra…

A exposição É Pau, É Pedra… do escultor Sergio Camargo, segue em cartaz até 13 de março, no Foyer do Teatro Nacional Claudio Santoro. Promovida pelo Metrópoles, conta com cerca de 200 obras separadas em núcleos — um convite para o público compreender a coerência e a amplitude da pesquisa do artista.

O projeto reafirma o compromisso do portal com a difusão e valorização da cultura brasileira em suas múltiplas expressões.

Alunos do Riacho Fundo II exploram obras de Sergio Camargo no DF - destaque galeria
7 imagens
Sergio Camargo
Sergio Camargo ganha exposição inédita no DF
A exposição ocupa o foyer da sala Villa Lobos
Criação de Sergio Camargo
O atelier de Camargo foi reproduzido na exposição
Sergio Camargo
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Sergio Camargo

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Sergio Camargo
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Sergio Camargo

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Sergio Camargo ganha exposição inédita no DF
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Sergio Camargo ganha exposição inédita no DF

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A exposição ocupa o foyer da sala Villa Lobos
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A exposição ocupa o foyer da sala Villa Lobos

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Criação de Sergio Camargo
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Criação de Sergio Camargo

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O atelier de Camargo foi reproduzido na exposição
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O atelier de Camargo foi reproduzido na exposição

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Ao ocupar um espaço de alta relevância simbólica e arquitetônica, a mostra amplia o diálogo entre arte contemporânea, memória cultural e vida urbana, consolidando o veículo como um agente ativo na promoção de experiências culturais na capital federal.

A exposição conta com o patrocínio dos Cartões Caixa e Visa Infinite, além do apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal.

Serviço

Exposição É Pau, é Pedra…, de Sergio Camargo, realizada pelo Metrópoles

Visitação de 10 de dezembro a 13 de março, no Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional

De quarta-feira a segunda-feira, das 12h às 20h (terça-feira fechado para manutenção do Teatro)

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