Sergio Camargo: escolha de materiais moldou a genial obra do escultor
Sergio Camargo, tema de megaexposição no DF realizada pelo Metrópoles, é um dos maiores escultores da história brasileira
atualizado
Compartilhar notícia

A exposição É Pau, É Pedra…, em cartaz no foyer da Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional Claudio Santoro, em Brasília, e realizada pelo Metrópoles, reúne cerca de 200 obras do escultor Sergio Camargo e revela a amplitude de sua pesquisa sobre materiais e formas.
Transparência – Projeto É Pau, É Pedra – Sergio Camargo
A mostra, no ar desde 10 de dezembro sob curadoria de Marcello Dantas, destaca o uso de madeira, mármore, gesso e pedra ao longo de sua carreira, o que evidencia como a escolha dos materiais acompanha a evolução da sua prática escultórica.
Trajetória de materiais
No início da década de 1960, Camargo passou a produzir a série de relevos em madeira branca, composta por módulos cilíndricos e paralelepípedos dispostos sobre planos monocromáticos. Esses relevos exploram as interações entre luz, sombra e volume, criando composições em que a superfície se articula por meio de formas geométricas simples.
A partir de meados da mesma década, o escultor iniciou o uso do mármore de Carrara — material clássico na história da escultura — em peças maiores e tridimensionais. O mármore permitiu que ele trabalhasse em escalas mais amplas e intensificasse a percepção de luz sobre a superfície.
Já nos anos 1970, o trabalho em mármore dominou a sua produção, e ele passou a experimentar diferentes formas, como cilindros e rombóides, em peças que ocupam o espaço tridimensional com mais autonomia.

Além do mármore branco, o artista também trabalhou com mármore negro-belga na década de 1980. A superfície escura do material absorve a luz de maneira diferente e intensifica a reflexão. Como resultado, há um contraste com o uso anterior do mármore claro, aumentando as possibilidades de percepção pelo espectador.
Megaexposição de Sergio Camargo: material é parte da linguagem
A escolha de materiais feita por Sergio Camargo está diretamente associada à maneira como ele articulava suas investigações sobre luz, forma e espaço. Essa evolução — da madeira ao mármore e à pedra — demonstra como o escultor adaptou sua pesquisa ao potencial de cada matéria-prima.
Para observar cada uma dessas fases e detalhes, a mostra É Pau, É Pedra…, promovida pelo Metrópoles e com visitação gratuita, permanece em cartaz até o dia 13 de março.

A exposição conta com o patrocínio dos Cartões Caixa e Visa Infinite, além do apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal.
Serviço
Exposição É Pau, é Pedra…, de Sergio Camargo, realizada pelo MetrópolesVisitação de 10 de dezembro a 13 de março, no Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional.
De quarta-feira a segunda-feira, das 12h às 20h (terça-feira fechado para manutenção do Teatro)












