Sergio Camargo: entenda a influência da filosofia nas obras do artista
As obras de Sergio Camargo exploram diversos campos de pesquisa, sendo um deles a filosofia. Entenda a influência do estudo em sua arte
atualizado
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A megaexposição dedicada a Sergio Camargo, em Brasília, apresenta ao público diferentes fases e estudos do artista. A mostra, promovida pelo Metrópoles, está instalada no foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional Cláudio Santoro, até o dia 13 de março.
Transparência – Projeto É Pau, É Pedra – Sergio Camargo
Reconhecido pela produção de relevos, volumes e estruturas que marcaram a escultura brasileira do século 20, Sergio Camargo teve uma formação que ultrapassou o campo das artes visuais. Antes de se consolidar na escultura abstrata, o artista estudou filosofia em Paris, experiência que contribuiu para sua formação intelectual e sensível.
A trajetória
Em 1949, Camargo viajou com os pais, Christovam Torres de Camargo e Maria Camponar, para a capital francesa. O contexto da cidade no pós-guerra, marcado pela ascensão da cultura e da reconstrução intelectual, teve impacto direto em sua decisão de permanecer na Europa. Diferentemente da família, ele optou por não retomar ao Brasil e se estabelecer definitivamente em Paris.
Já instalado na cidade, matriculou-se no curso de filosofia da Universidade de Sorbonne, instituição considerada uma das principais referências do pensamento europeu. Durante o período de estudos, teve aulas com o filósofo, químico e poeta francês Gaston Bachelard.
O contato com as ideias de Bachelard, especialmente reflexões sobre matéria, forma e imaginação, teve papel relevante na formação do artista. Esses conceitos dialogam diretamente com questões centrais da escultura, como a relação entre material e estrutura e a organização da obra.

Contato com meio artístico
Ao mesmo tempo em que estava inserido no meio acadêmico, Sergio também se aproximou de correntes da arte moderna europeia. Teve contato com as obras de Hans Arp e Georges Vantongerloo, ligados ao abstracionismo e ao construtivismo, e passou a frequentar o ateliê do escultor romeno Constantin Brancusi.
A experiência na Sorbonne integrou o processo de construção de sua trajetória. No caso de Sergio Camargo, a formação acadêmica em filosofia se soma ao percurso artístico e ajuda a compreender as bases conceituais que acompanharam sua produção o longo da carreira.

É Pau, É Pedra…
No ar desde 10 de dezembro, a mostra É Pau, É Pedra… segue aberta ao público, com visitação gratuita, até 13 de março. Lá, é possível conhecer cerca de 200 obras separadas em núcleos. A experiência oferece a oportunidade de compreender a coerência e a amplitude da pesquisa do artista — e não só no campo filosófico ou visual.
A exposição conta com o patrocínio dos Cartões Caixa e Visa Infinite, além do apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal.
Serviço
Exposição É Pau, é Pedra…, de Sergio Camargo, realizada pelo MetrópolesVisitação de 10 de dezembro a 13 de março, no Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional
De quarta-feira a segunda-feira, das 12h às 20h (terça-feira fechado para manutenção do Teatro)












