Sergio Camargo: exposição conquista estudantes de arquitetura do IESB. Veja vídeo
A mostra É Pau, É Pedra…, do escultor Sergio Camargo, foi uma experiência enriquecedora para alunos do curso de Arquitetura e Urbanismo
atualizado
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Nesta sexta-feira (27/2), cerca de 20 alunos do curso matutino de Arquitetura e Urbanismo do Centro Universitário IESB conheceram a megaexposição É Pau, É Pedra…, do escultor Sergio Camargo, em cartaz até 13 de março no Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacinal Claudio Santoro. A mostra, realizada pelo Metrópoles, representa uma oportunidade única para a formação acadêmica dos estudantes do quinto semestre do campus da Asa Sul.
Transparência – Projeto É Pau, É Pedra – Sergio Camargo
O Teatro Nacional Claudio Santoro, projetado por Oscar Niemeyer, é um dos ícones da arquitetura modernista da capital federal, marcado por forte presença estrutural. Nesse cenário, as obras em relevo de Sergio Camargo dialogam com o espaço ao explorar luz, sombra e volume.


A relação entre escultura e arquitetura ajuda a entender como forma e matéria podem transformar a percepção do ambiente. Para os estudantes do curso de Arquitetura e Urbanismo, vivenciar a arte de Sergio Camargo de perto amplia o entendimento sobre proporção, espacialidade e espaços arquitetônicos culturais.
Visita fortalece a formação acadêmica
Andréa Gonçalves, professora do curso, conta ao Metrópoles que levar os alunos para uma exposição como a do Sergio Camargo dentro do Teatro Nacional, um marco da arquitetura moderna brasileira, é uma oportunidade de integrar arte, arquitetura e contexto urbano na formação acadêmica.
“Você tem uma exposição de um artista essencial para a história da arte no Brasil, que já trabalhava, antes mesmo dos desenhos de Brasília, com formas prismáticas coerentes com a linguagem arquitetônica da cidade”, destaca.

A professora acredita que, como a produção de Sergio Camargo é anterior à criação de Brasília, é possível que sua pesquisa também tenha dialogado com projetos desenvolvidos posteriormente na capital federal.
Conteúdos ministrados em sala de aula
Em relação aos alunos, Andréa explica que a visita conversa diretamente com o conteúdo trabalhado em sala.
“Neste semestre, eles estão desenvolvendo projetos de equipamentos públicos culturais. Trazer a turma ao teatro tem esse objetivo, porque ele é um dos maiores representantes da arquitetura de Brasília. Reúne a genialidade de Oscar Niemeyer, as esculturas de Athos Bulcão e o paisagismo de Roberto Burle Marx“, afirma a docente.

“Espaço perfeito para essa exposição”
Para a estudante Sabrina Soares Braz, de 22 anos, a exposição despertou um novo olhar sobre a arte. O uso de diferentes materiais chamou especialmente sua atenção.
“Nós, como arquitetos, gostamos muito de observar esses materiais. Eu vi mármore que nunca tinha visto antes, como o preto belga. Também achei interessante como algumas obras são tridimensionais, mas, dependendo do ângulo, parecem bidimensionais. É muito bom perceber essa plástica das artes”, comenta.
Para ela, o Teatro Nacional Claudio Santoro “casou” perfeitamente com a exposição É Pau, É Pedra…, de Sergio Camargo.
“Eu senti uma leveza, algo que conversa com o paisagismo e com a natureza, uma sensação fresca, que a gente não espera de um ambiente com cobertura de vidro. Inclusive, perguntei à professora se Sergio e Athos Bulcão tinham alguma relação, porque a obra aqui do teatro lembra muito a dele. Eu achei que combinou muito bem, o teatro foi o espaço perfeito para essa exposição.”

Beleza única
Segundo Maria Clara Frattini, de 21 anos, a obra de Sergio Camargo revela uma beleza única, especialmente pela forma como o artista brinca com volumes, formas e texturas. Apaixonada pelo Teatro Nacional Claudio Santoro, a jovem afirma sentir forte conexão entre as artes do escultor e a arquitetura da capital.
“Acho muito interessante como os arquitetos exploraram essas formas e também admiro o fato de ele trabalhar tanto com materiais nobres quanto com os mais simples. Ele é muito criativo. E o teatro é um lugar maravilhoso, que me lembra um templo, traz muita paz.”

Abaixo, confira mais cliques da visita à mostra:




















Exposição É Pau, É Pedra…
A exposição É Pau, É Pedra… do escultor Sergio Camargo, segue em cartaz até 13 de março, no Foyer do Teatro Nacional Claudio Santoro. Promovida pelo Metrópoles, conta com cerca de 200 obras separadas em núcleos — um convite para o público compreender a coerência e a amplitude da pesquisa do artista.
O projeto reafirma o compromisso do portal com a difusão e valorização da cultura brasileira em suas múltiplas expressões.
Ao ocupar um espaço de alta relevância simbólica e arquitetônica, a mostra amplia o diálogo entre arte contemporânea, memória cultural e vida urbana, consolidando o veículo como um agente ativo na promoção de experiências culturais na capital federal.
A exposição conta com o patrocínio dos Cartões Caixa e Visa Infinite, além do apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal.
ServiçoExposição É Pau, é Pedra…, de Sergio Camargo, realizada pelo Metrópoles
Visitação de 10 de dezembro a 13 de março, no Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional
De quarta-feira a segunda-feira, das 12h às 20h (terça-feira fechado para manutenção do Teatro)












