Sergio Camargo no Teatro Nacional: expert em montagem destaca desafios para expor obra do gênio no DF
Coordenador de montagem revela desafios inéditos de megaexposição sobre Sergio Camargo no Teatro Nacional, no DF
atualizado
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Brasília recebe um encontro raro entre arquitetura e arte: as formas de Sergio Camargo assumem o centro da cena em uma mostra que reinterpreta sua trajetória com frescor inesperado. Sob curadoria do Metrópoles, o Foyer da Sala Villa-Lobos deixa de ser apenas passagem e se transforma em um território de luzes, sombras e ritmos, onde a obra do escultor ganha novas pulsações. É um percurso que convida o público a ver — e sentir — o material artístico produzido por Camargo, sob outros ângulos.
Transparência – Projeto É Pau, É Pedra – Sergio Camargo
A partir de 10 de dezembro, o público poderá conferir gratuitamente “É Pau, É Pedra…”, mostra que ilumina a engenhosidade de Sergio Camargo. As obras selecionadas revelam seu vocabulário característico — jogos de volume, repetições calculadas, recortes e encaixes precisos — e evidenciam como a lógica quase geométrica de sua criação dialoga com a sutileza e a poesia que marcam toda a sua pesquisa artística.
Pela magnitude das obras de Camargo, Sergio Santos, coordenador de montagem e especialista há quase 30 anos, ressalta que, embora pesadas, as peças são delicadas por serem de mármore.
“Meu trabalho é basicamente fazer uma montagem fina, coordenar os montadores, cuidar um pouco desse transporte de elevação das peças, criar pontos de tirar da caixa e colocar em cima da base, trabalhar com equipamentos apropriados também e com profissionais apropriados”, explica.
Santos revela ainda que, para o trabalho no Teatro Nacional, foram necessários usar empilhadeiras manuais, porta-pallets e mão de obra especializada. “Esse projeto é um dos maiores desafios que já trabalhei. A maior preocupação é garantir que pensar muitas pesadas e delicadas não tenham nenhuma intercorrência.”


Exposição inédita de Sergio Camargo
A partir de 10 de dezembro, Brasília passa a abrigar uma nova leitura da obra de Sergio Camargo. A mostra, aberta ao público, propõe um percurso pela luminosidade pelos contrastes e pelas tensões espaciais que definem o trabalho do artista. É um convite para caminhar entre volumes que respiram luz e sombra, em uma experiência que segue disponível até 6 de março.
O Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional de Brasília, transforma-se novamente. Depois do vibrante Metrópoles Catwalk, o espaço assume outro espírito: silencioso, concentrado e afinado com a pulsação escultórica de Camargo. Ali, a arquitetura serve de moldura para que cada peça revele seu próprio movimento.
ServiçoExposição É Pau, é Pedra…, de Sergio Camargo, realizada pelo Metrópoles
Visitação de 10 de dezembro a 6 de março, no Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional. Diariamente, das 12h às 20h








