Sergio Camargo foi decisivo para consagrar a arte brasileira no cenário internacional, diz expert da UnB
Professora de arte na UnB, Cinara Barbosa destaca a contribuição de Sergio Camargo para a escultura moderna brasileira; confira
atualizado
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Sergio Camargo, um dos principais escultores brasileiros, ganhará exposição inédita e exclusiva sobre sua trajetória em Brasília. Promovida pelo Metrópoles, a mostra ocorrerá no Foyer da Sala Villa-Lobos, no monumental Teatro Nacional de Brasília. Aberta ao público de forma gratuita a partir do dia 10 de dezembro, a exposição é um convite para o público se deleitar com as obras de Camargo.
Transparência – Projeto É Pau, É Pedra – Sergio Camargo
A exposição É Pau, É Pedra… revisita os elementos estruturais característicos de sua produção — blocos, módulos e volumes — que, articulados, evidenciam o rigor e a sensibilidade de seu trabalho.
Curadora de arte e professora do departamento de Artes Visuais da Universidade de Brasília (UnB), Cinara Barbosa destaca que a contribuição de Sergio Camargo para a escultura moderna brasileira se define pela capacidade singular de renovar a tradição construtiva, ao mesmo tempo que a expande para territórios sensoriais e poéticos de princípios latino-americanos.
“Camargo criou uma síntese única de um construtivismo reinventado, em que racionalidade e sensorialidade coexistem, e a geometria não aprisiona, mas respira”, comenta.

Cinara ainda explica que as obras do artista fazem com que a luz e sombra sejam agentes poéticos da forma.
“Ele reposiciona a arte brasileira no cenário internacional não por repetir modelos, e sim por produzir um salto radical na forma de pensar o espaço que é ao mesmo tempo intelectual, sensível e profundamente enraizado na experiência cultural latino-americana.”


Por isso, a especialista aponta que a contribuição de Sergio Camargo para a escultura moderna brasileira não se limita ao domínio formal ou técnico, mas também se dá por sua atuação como um elo internacional do construtivismo brasileiro.
“Embora não tenha integrado diretamente o neoconcretismo, sua trajetória dialoga com a sensibilidade experimental de artistas como Lygia Clark e Hélio Oiticica, sobretudo ao transformar a geometria em experiência perceptiva e matéria de luz”, ressalta.
Como Sergio Camargo contribuiu para novas gerações de artistas
Segundo a especialista, a principal contribuição de Sergio Camargo para as gerações posteriores foi mostrar como a escultura podia unir rigor geométrico, exploração da escultura abstrata e sensibilidade perceptiva, aliada à inventividade na escolha e no tratamento dos materiais.
“Seu uso inovador da luz e da sombra transformou a forma em experiência visual dinâmica, inspirando artistas a explorarem novas relações entre matéria, espaço e percepção”, explica. “Suas obras estabeleceram uma base sólida para a escultura moderna brasileira e influenciaram profundamente artistas contemporâneos no desenvolvimento do construtivismo e da abstração.”
Com a nova mostra, o Metrópoles reafirma seu compromisso de impulsionar a cena cultural brasileira, dialogando com universos diversos — da moda e do esporte à música e às artes visuais. Desta vez, o projeto ocupa um espaço carregado de simbolismo: o Foyer da Sala Villa-Lobos, no imponente Teatro Nacional de Brasília.
A partir de 10 de dezembro, o público poderá visitar gratuitamente a exposição, que segue em cartaz até 6 de março.
O ambiente, que recentemente vibrou com a energia criativa do Metrópoles Catwalk, volta a ganhar protagonismo ao se abrir novamente aos visitantes — um gesto que reforça Brasília como um dos polos do país no circuito da moda e da criação artística.
ServiçoExposição É Pau, é Pedra…, de Sergio Camargo, realizada pelo Metrópoles
Visitação de 10 de dezembro a 6 de março, no Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional. Diariamente, das 12h às 20h










