Sergio Camargo no DF: como é o delicado processo de trazer obras raras e inéditas ao Teatro Nacional
Conservadora e restauradora revela detalhes do delicado processo para trazer obras de Sergio Camargo a Brasília; mostra é inédita no DF
atualizado
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Sergio Camargo, figura incontornável da escultura brasileira, volta aos holofotes em uma mostra inédita organizada pelo Metrópoles. O Foyer da Sala Villa-Lobos, no monumental Teatro Nacional de Brasília, será convertido em um território de encontro com sua obra — um espaço onde geometria, sombra e textura se reorganizam aos olhos do público. A exposição, intitulada “É Pau, É Pedra…”, terá visita gratuita e está agendada para ocorrer de 10 de dezembro a 6 de março.
Transparência – Projeto É Pau, É Pedra – Sergio Camargo
Para o processo de montagem da mostra, o Metrópoles revela os bastidores exclusivos da maior exposição realizada no Brasil sobre o gênio da escultura.
Angela Freitas, conservadora e restauradora, explica que o processo começa sempre pela coleta das peças. “Vamos até onde a obra está — com o colecionador, na galeria ou com o próprio artista — e fazemos toda a documentação do estado de conservação”, esmiúça.

“Depois da coleta, registramos tudo o que encontramos: perdas, restaurações, marcas. Como se trata de uma escultura, analisamos todos os lados. Em seguida, acompanhamos a etapa de embalagem”, detalha a profissional.
A obra é embalada, enviada pela transportadora — por exemplo, de São Paulo para Brasília — e, quando chega, os profissionais repetem o processo no sentido inverso.
“Abrimos as caixas, verificamos se houve algum impacto, fotografamos e conferimos se há sinais de tombo ou danos que possam ter atingido a peça. Então, abrimos a embalagem e checamos novamente tudo o que foi registrado na coleta em São Paulo.”
Após o processo, a conservadora confere se nada mudou: “Depois da checagem, seguimos para a montagem. Também avalio condições de climatização. Aqui, por exemplo, comentaram que algumas peças de madeira ficarão na parte superior. Será necessário fechar o espaço”, ressalta. São essas especificidades que tornam a exposição tão emblemática.


Após os três meses de exposição, o processo é repetido. “Verifico cada peça, documento o estado, confiro e refaço a embalagem. Depois, retornamos com a obra — por exemplo, para São Paulo — onde realizamos novamente a checagem final antes de devolvê-la à coleção, à galeria ou ao artista.”
Exposição de Sergio Camargo
Sergio Camargo será o centro das atenções da arte brasileira com uma mostra inédita promovida pelo Metrópoles, que ocupa o Foyer da Sala Villa-Lobos, no monumental Teatro Nacional de Brasília. O espaço, marcado pela arquitetura célebre do prédio, será tomado por obras que revelam a maturidade e a inquietação do artista.
A visitação, aberta ao público de 10 de dezembro a 6 de março, propõe um novo olhar para um criador que, mesmo após sua morte, em 1990, influencia gerações. Camargo, mestre em extrair potência de formas geométricas, deixou um legado visual que continua a provocar, tensionar e iluminar a arte construtiva brasileira.
ServiçoExposição É Pau, é Pedra…, de Sergio Camargo, realizada pelo Metrópoles
Visitação de 10 de dezembro a 6 de março, no Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional. Diariamente, das 12h às 20h
