Sergio Camargo no DF: curador Marcello Dantas revela bastidores inéditos da megaexposição
Curador Marcello Dantas revela ao Metrópoles detalhes inéditos da exposição sobre a trajetória de Sergio Camargo no Teatro Nacional
atualizado
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A força criativa de Sergio Camargo desembarca em Brasília, em uma exibição totalmente nova, dedicada a revisitar e iluminar diferentes fases de seu percurso artístico. Promovida pelo Metrópoles e em cartaz a partir de 10 de dezembro, a mostra toma o Foyer da Sala Villa-Lobos, no grandioso Teatro Nacional, e reinventa o ambiente ao convidar o público para uma experiência imersiva nas formas, nos ritmos e nas superfícies que marcaram a produção do escultor.
Transparência – Projeto É Pau, É Pedra – Sergio Camargo
A partir de 10 de dezembro, a mostra É Pau, É Pedra… abre para visitação gratuita, oferecendo ao público a chance de se aproximar da poética particular de Camargo. Reunindo obras que evidenciam seus gestos mais característicos — como o diálogo entre módulos, superfícies recortadas e composições em ritmo quase hipnótico —, a exposição revela o equilíbrio preciso entre rigor formal e sensibilidade que orienta sua pesquisa escultórica.
O curador da mostra, Marcello Dantas, revela que a exposição foi concebida como um percurso do olhar, um convite para compreender a coerência e a amplitude da pesquisa de Sergio Camargo.
“A exposição celebra essa harmonia entre música e escultura, entre ritmo e luz — lembrando-nos que, em Camargo, como em Jobim, o Brasil se traduz na inteligência do olhar e na delicadeza do silêncio”, destaca.
Dantas comenta que a exposição será organizada em núcleos, que detalha melhor abaixo. Confira!
- Relva – o mármore de Carrara como origem e substância: o ponto em que a luz se torna matéria.
- Urbe – maquetes e estudos geométricos dispostos como uma cidade em miniatura, revelando a arquitetura de seu pensamento.
- Jardim Suspenso – o uso do mármore negro belga como contraponto à luz branca, explorando o reflexo e a sombra.
- Relevantes – o nascimento dos relevos brancos, em que a luz substitui a cor e o olhar torna-se movimento.
- Xadrez – o raciocínio escultórico transposto em jogo: a precisão como gesto poético.
- Corpo – as figuras femininas em bronze que antecedem a abstração, o corpo como origem da forma.
- Atelier – a reconstrução simbólica de seus espaços de criação — da Itália a Jacarepaguá — como lugares de contemplação.
- Pai – o documentário Se meu pai fosse de pedra, dirigido por Maria Camargo, que revela o artista por meio do olhar da filha.

Exposição É Pau, É pedra…, de Sergio Camargo
A partir de10 de dezembro, os visitantes serão convidados a entrar em um percurso que revela outra dimensão da obra de Sergio Camargo. A mostra apresenta um passeio por seu trabalho, criando uma experiência que brinca com percepções e contrastes. A programação segue aberta ao público até 6 de março.
Para receber essa imersão inédita, o espaço escolhido foi o Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional de Brasília. Depois de servir de cenário ao vibrante Metrópoles Catwalk, o local ganha uma ambientação completamente nova, pensada para destacar a força visual e a arquitetura precisa das peças do escultor.
ServiçoExposição É Pau, é Pedra…, de Sergio Camargo, realizada pelo Metrópoles
Visitação de 10 de dezembro a 6 de março, no Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional. Diariamente, das 12h às 20h













