Sergio Camargo: alunos conhecem obras inéditas do escultor no Teatro. Veja vídeo

Cerca de 170 alunos da EC 413 Sul exploram a mostra de Sergio Camargo e conectam sala de aula à experiência cultural

atualizado

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Pedro Iff/Metrópoles
Brasília-DF (11/03/2026). Passeio Educacional na exposição, É Pau,  é pedra… de Sergio Camargo. Fotos: Pedro Iff/Metrópoles
1 de 1 Brasília-DF (11/03/2026). Passeio Educacional na exposição, É Pau, é pedra… de Sergio Camargo. Fotos: Pedro Iff/Metrópoles - Foto: Pedro Iff/Metrópoles

O Teatro Nacional Claudio Santoro transformou-se em uma extensão da sala de aula nesta quarta-feira (11/3). Em um dia dedicado à imersão cultural, alunos da Escola Classe 413 Sul ocuparam o espaço para conferir de perto a exposição É Pau, É Pedra…, do escultor Sergio Camargo, uma produção do Metrópoles.

Dividida entre os turnos matutino e vespertino, a visita levou centenas de crianças do quarto e quinto ano do Ensino Fundamental a descobrirem que a arte moderna vai muito além dos livros didáticos, unindo o rigor geométrico do mármore e da madeira à curiosidade típica da infância.

Transparência – Projeto É Pau, É Pedra – Sergio Camargo

Sergio Camargo: alunos conhecem obras inéditas do escultor no Teatro - destaque galeria
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Estudantes participam de visita guiada à mostra do escultor Sergio Camargo e interagem com as obras expostas
Alunos observam esculturas do artista Sergio Camargo durante visita educativa à exposição em Brasília
Crianças exploram as formas geométricas e os jogos de luz e sombra nas obras de Sergio Camargo durante visita à exposição
Crianças visitam exposição dedicada ao escultor Sergio Camargo e exploram de perto formas, sombras e volumes das obras
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Crianças visitam exposição dedicada ao escultor Sergio Camargo e exploram de perto formas, sombras e volumes das obras

Matt Ferreira/Especial para o Metrópoles
Estudantes participam de visita guiada à mostra do escultor Sergio Camargo e interagem com as obras expostas
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Estudantes participam de visita guiada à mostra do escultor Sergio Camargo e interagem com as obras expostas

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Alunos observam esculturas do artista Sergio Camargo durante visita educativa à exposição em Brasília
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Alunos observam esculturas do artista Sergio Camargo durante visita educativa à exposição em Brasília

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Crianças exploram as formas geométricas e os jogos de luz e sombra nas obras de Sergio Camargo durante visita à exposição
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Crianças exploram as formas geométricas e os jogos de luz e sombra nas obras de Sergio Camargo durante visita à exposição

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Entenda

  • Público: ao todo, 170 alunos da rede pública participaram da ação, sendo 110 apenas no turno da manhã (oito turmas no total do dia).
  • Conexão pedagógica: professores utilizaram a mostra para trabalhar conceitos de matemática (ângulos e geometria), história e linha do tempo.
  • A origem do nome: durante a visita, os estudantes identificaram a relação direta entre as matérias-primas (pau e pedra) e o título inspirado em Tom Jobim.
  • Interatividade: além de observar esculturas e relevos, as crianças puderam manipular blocos e jogar xadrez, transformando a teoria artística em experiência prática.

Do concreto ao lúdico: a visão dos alunos

Para muitos estudantes, a visita foi o primeiro contato próximo com a obra de Sergio Camargo, mas o cenário já era familiar. “Eu acho o Teatro Nacional muito bonito, já vim aqui até para apresentar uma peça”, conta Laura Castro, de 9 anos.

Observadora, ela rapidamente decifrou o enigma do título: “Notei que ele usava muito pau e pedra, e isso significa o nome da exposição. Me despertou muita curiosidade”.

Laura Castro

A conexão emocional com o espaço também marcou Maria Laura Fernandes, de 10 anos. Criada em um ambiente cercado por pinturas, ela destacou a importância de democratizar o acesso à cultura.

“Os passeios da escola são muito importantes, principalmente para quem nunca tinha vindo. É uma coisa muito legal que ninguém deveria perder”, afirma a estudante, que aproveitou para convidar o público a visitar a mostra antes do encerramento, em 13 de março.
Maria Laura Fernandes

Geometria na prática

A professora Áquila Gomes Ribeiro explica que a exposição é um “laboratório vivo”. Segundo ela, o conteúdo visto em sala ganha materialidade nas obras de Camargo.

“Trabalhamos a questão da linha do tempo e do contexto histórico do artista. Na matemática, exploramos os ângulos, a arquitetura e as formas geométricas. Os meninos aproveitaram até os blocos para montarem casas e manipularem as formas”, relata a professora, reforçando que a experiência é fundamental para alunos da escola pública ocuparem esses espaços.
A pedagoga Áquila Gomes Ribeiro

Inspiração para o futuro

O impacto da visita foi tão profundo que já reflete nos planos de carreira dos pequenos brasilienses. Hanny Safira, de 11 anos, saiu da mostra decidida: “Quando crescer, quero trabalhar com cultura, talvez explicando artes para as pessoas. Vou trazer minha família e explicar tudo o que aprendi aqui”.

Ao seu lado, a amiga Alice Rodrigues, de 8 anos, que se descreve como uma entusiasta de biografias de artistas e livros de arte, resumiu o sentimento do grupo: “É uma nova experiência para nós sentirmos e aprendermos. Eu sou muito conectada à arte”.

Alice Oliveira Rodrigues e Hanny Safira

O encanto da visita

Durante a visita à exposição, uma das visitantes mais jovens também compartilhou sua impressão sobre as obras. Com apenas 10 anos, Lucia de Souza contou que ficou encantada com a experiência.

“Eu achei muito legal. As obras são muito legais também, muito bonitas. E a visita também achei muito divertida”, disse, demonstrando entusiasmo com o contato com a arte.

Entre as peças expostas, ela destacou uma escultura que chamou mais sua atenção. “A minha obra favorita foi uma que parece uma escada, mas meio ao contrário. Eu achei muito bonita e achei que ficou bem bacana.”

Lucia também comentou sobre o espaço cultural onde acontece a mostra, afirmando que já conhecia o local, mas que nunca tinha visitado aquela área do teatro antes. “Eu achei muito legal. Eu já tinha ouvido falar, mas eu nunca tinha entrado e visto por dentro.”

Lúcia Ferreira de Souza

Aprendizado para além da sala de aula

Pelos professores, o momento foi visto como uma oportunidade de ampliar o aprendizado para além da sala de aula. Segundo Daniele Rezende, uma das docentes que acompanhava os alunos, experiências como essa ajudam as crianças a conhecer melhor a própria cidade e a desenvolver novas formas de olhar para a arte e para a história.

“Acho muito importante, porque muitas vezes a gente não conhece a nossa própria história, os lugares e os pontos turísticos da nossa própria cidade”, afirmou. Ela também destacou a relevância de levar os estudantes a espaços culturais emblemáticos da capital, como o Teatro Nacional Claudio Santoro, onde a exposição está instalada.

Daniele Resende Souza

Daniele explicou ainda que a atividade dialoga diretamente com o projeto pedagógico da escola neste ano, intitulado “O mundo que nós vamos construir”. Segundo ela, o contato com as esculturas permite conectar conteúdos da sala de aula com a experiência prática.

“Essa parte de escultura e investigação tem muito a ver com o projeto. A gente vai puxando conhecimentos da sala de aula com a parte artística”, disse.

Durante a visita, a docente também aproveitou para discutir conceitos como sólidos geométricos, figuras planas, luz e sombra, além de incentivar a criatividade dos alunos diante de obras sem título. “Eu perguntei para eles: que nome vocês dariam para essa obra? O que vocês conseguem perceber? Isso ajuda a explorar a imaginação e a reflexão artística.”

Abaixo, confira mais fotos das visitas:

Os alunos saem do ônibus para visitar a exposição de Sergio Camargo
Estudantes observam a obra de xadrez de Sergio Camargo
Professoras fazem observações e ponderações para os alunos compreenderem as obras de Sergio Camargo
Estudantes da Escola Classe 413 Sul
Lanches entregues aos alunos pela equipe de coordenação e produção do Teatro Nacional
Interação com os objetos geométricos
A exposição vai até 13 de março
Fotos dos alunos pelas obras da exposição
Estudantes apreciam as obras de Sergio Camargo
A exposição é uma iniciativa do Metrópoles

Exposição É Pau, É Pedra…

A mostra “É Pau, É Pedra…” é uma oportunidade rara de compreender a amplitude e a coerência da pesquisa de Sergio Camargo em solo brasiliense. Organizada em núcleos que facilitam a compreensão do público leigo, a exposição segue em cartaz até 13 de março no Foyer do Teatro Nacional Claudio Santoro.

O projeto reafirma o compromisso do Metrópoles com a difusão e valorização da cultura brasileira em suas múltiplas expressões. Ao ocupar um espaço de alta relevância simbólica e arquitetônica, a mostra amplia o diálogo entre arte contemporânea, memória cultural e vida urbana, consolidando o veículo como um agente ativo na promoção de experiências culturais na capital federal.

A exposição conta com o patrocínio dos Cartões Caixa e Visa Infinite, além do apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal.

Serviço

Exposição É Pau, é Pedra…, de Sergio Camargo, realizada pelo Metrópoles

Visitação de 10 de dezembro a 13 de março, no Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional

De quarta-feira a segunda-feira, das 12h às 20h (terça-feira fechado para manutenção do Teatro)

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