Saiba por que a megaexposição de Sergio Camargo no DF dialoga com história de Brasília

Design comenta relação das obras de Sergio Camargo, que ganha exposição no DF pelo Metrópoles, com Brasília e a Bossa Nova

atualizado

metropoles.com

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Divulgação
Sergio Camargo
1 de 1 Sergio Camargo - Foto: Divulgação

Sergio Camargo retorna ao centro das atenções em Brasília com uma exposição inteiramente dedicada à sua jornada artística. Idealizada pelo Metrópoles, a mostra ocupa o Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional, que ganha nova função: tornar-se um corredor sensorial para os contrastes e os silêncios da obra do escultor. A partir de 10 de dezembro, e com entrada gratuita, o visitante poderá descobrir — ou redescobrir — a força que Camargo imprimiu a cada volume, plano e relevo criado por ele.

Transparência – Projeto É Pau, É Pedra – Sergio Camargo

A profissional Heloisa Faria montou o design da exposição, batizada de “É Pau, É Pedra…”. O título faz referência aos materiais usados por Camargo e a sintonia de Tom Jobim na música Águas de Março.

“É fundamental estudar o conteúdo da exposição: compreender a obra do artista ou, quando a mostra é temática, investigar o assunto que reúne diferentes criadores. Cada situação exige uma abordagem distinta”, explica.

Heloisa destaca que, para a megaexposição em Brasília, analisou a obra de Sérgio Camargo e também o texto curatorial escrito por Marcelo Dantas. “Busquei entender a ideia de ‘É Pau, É Pedra…’ — que, além de remeter aos materiais de trabalho do artista, dialoga com a canção de Tom Jobim, com os anos 1960, com a Bossa Nova e com o contexto da construção de Brasília. A partir desse universo, procurei criar uma síntese visual que traduzisse esses elementos.”

Ateliê de Sergio Camargo no Rio de Janeiro foi retratado em uma das partes da exposição

“Na marca, utilizei as diagonais e os cortes característicos dos módulos de Camargo — presentes nos cilindros e quadrados que ele trabalhava. Essas diagonais funcionam também como pausas musicais, evocando a cadência de ‘É pau, é pedra’”, emenda.

Megaexposição

Mostra inédita e imperdível

A exposição “É Pau, É Pedra…” reforça o papel do Metrópoles como um dos grandes motores da cultura brasileira. E o projeto ganha um palco à altura: o Foyer da Sala Villa-Lobos, no majestoso Teatro Nacional de Brasília — um espaço simbólico para a arte e para a cidade. A partir de 10 de dezembro, o público poderá circular gratuitamente pela mostra, que permanece aberta até 6 de março.

Em vez de apenas apresentar peças, o espaço se transforma em uma espécie de laboratório visual, onde luz, volume e ritmo arquitetônico dialogam diretamente com o trabalho do artista. A mostra poderá ser visitada gratuitamente entre 10 de dezembro e 6 de março.

Trinta e cinco anos após sua morte, Camargo continua a surpreender. Suas formas geométricas — tão precisas quanto intuitivas — criam um jogo visual que ultrapassa o racional, fazendo de cada composição uma experiência quase tátil. É essa vitalidade, ainda pulsante, que a exposição pretende reacender.

Serviço

Exposição É Pau, é Pedra…, de Sergio Camargo, realizada pelo Metrópoles

Visitação de 10 de dezembro a 6 de março, no Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional. Diariamente, das 12h às 20h

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