Pipoca pode ser opção saudável, desde que preparada corretamente
Rica em fibras, ela pode integrar a alimentação equilibrada e saudável se consumida com moderação e pouco óleo
atualizado
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Tradicional em momentos de lazer, como sessões de cinema, a pipoca também pode fazer parte de uma alimentação equilibrada. O benefício, no entanto, depende principalmente da forma de preparo e da quantidade de gordura adicionada.
Segundo o nutrólogo Daniel Magnoni, a pipoca é um alimento naturalmente rico em fibras, o que contribui para o funcionamento do intestino e para a sensação de saciedade. “Por ser um grão integral, o milho preserva componentes importantes para o organismo, como fibras, antioxidantes e minerais”, explica.

Outro ponto destacado pelo especialista é o baixo teor calórico quando o alimento é preparado de maneira simples. “A pipoca feita apenas com o milho e pouca quantidade de óleo — ou até sem gordura — pode ser uma alternativa de lanche entre as refeições”, afirma.
Além disso, o alimento contém compostos antioxidantes, como os polifenóis, associados à proteção das células e à redução do risco de doenças crônicas.
Apesar das vantagens, o modo de preparo pode alterar significativamente o valor nutricional. Versões industrializadas ou com excesso de manteiga, óleo e temperos prontos tendem a ser mais calóricas e ricas em sódio. “Para aproveitar os benefícios, o ideal é optar pela pipoca feita na panela ou em pipoqueira elétrica, com pouco óleo e sem coberturas artificiais”, orienta.
De forma geral, 100 gramas de milho para pipoca possuem cerca de 375 calorias. Esse valor pode aumentar conforme a adição de gordura, chegando a aproximadamente 500 calorias com óleo e até 600 calorias em preparações mais carregadas.
Para o nutrólogo, a pipoca pode ser uma alternativa simples aos snacks ultraprocessados, desde que consumida com moderação. “Nenhum alimento isolado faz milagres, mas pequenas escolhas no dia a dia fazem diferença”, conclui.












