Não é a manteiga! Nutri revela o verdadeiro vilão no café da manhã
Nutricionista alerta que picos de glicose causados por pães brancos e açúcares prejudicam a saciedade e a energia diária
atualizado
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A composição do café da manhã tem sido alvo de debates nutricionais que, muitas vezes, colocam gorduras naturais no centro de uma polêmica injustificada. Segundo a nutricionista Taynara Abreu, do Hospital Mantevida, o foco negativo sobre itens como a manteiga oculta o verdadeiro problema das mesas brasileiras: o excesso de carboidratos refinados.
A especialista explica que a dependência de produtos como pães brancos e biscoitos açucarados compromete o metabolismo e a disposição, enquanto gorduras e proteínas são essenciais para o equilíbrio hormonal e a manutenção da energia.
Entenda
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Mito das gorduras: estudos antigos culparam gorduras naturais sem considerar o impacto real de ultraprocessados e açúcares.
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Impacto glicêmico: carboidratos refinados geram picos de glicose seguidos de quedas bruscas, causando cansaço e fome precoce.
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Tríade da saciedade: a combinação de proteínas, fibras e gorduras boas é o que garante o controle do apetite ao longo do dia.
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Risco inflamatório: o consumo excessivo de açúcar eleva os triglicerídeos e promove inflamações que afetam a saúde cardiovascular.
O resgate das gorduras naturais
Por décadas, a gordura natural foi interpretada de forma equivocada pela ciência. Taynara esclarece que essa associação direta com riscos cardiovasculares ignorava variáveis críticas.
“Hoje, entende-se que fontes como azeite de oliva, abacate, ovos e castanhas desempenham um papel fundamental. Elas contribuem para o funcionamento do organismo e são essenciais para o equilíbrio hormonal”, afirma a nutricionista.
Ao contrário do que se pensava, a gordura de fontes naturais, quando inserida em uma dieta equilibrada, não é a culpada pelo ganho de peso ou doenças cardíacas de forma isolada.
O problema real surge quando ela é substituída por opções ricas em açúcares e farinhas processadas, que desregulam o sistema metabólico.
Dinâmica energética e glicose
O índice glicêmico dos alimentos escolhidos para o café da manhã dita o ritmo da disposição física e mental. Alimentos de alto índice glicêmico provocam uma rápida liberação de energia que se esgota em pouco tempo. Segundo Abreu, o resultado desse ciclo é um “efeito sanfona” na fome e no ânimo.
“O problema não está na manteiga, mas sim no excesso de carboidratos refinados. Quando a base da refeição é composta por pães brancos e produtos açucarados, ocorre um aumento rápido da glicose, seguido por uma queda brusca, o que favorece o consumo alimentar excessivo ao longo do dia”, detalha a especialista.
Em contrapartida, a nutricionista lembra que alimentos de baixo índice glicêmico garantem uma liberação gradual de energia, favorecendo o rendimento nas atividades cotidianas.
Foco na saciedade prolongada
Para uma alimentação consciente, a nutricionista reforça que o segredo está na densidade nutricional. A inclusão de proteínas e fibras retarda o esvaziamento gástrico e mantém o corpo nutrido por mais tempo.
Além disso, a redução drástica de açúcares é uma medida urgente para quem busca saúde cardiovascular, visto que o excesso de doces e refinados está diretamente ligado ao aumento de triglicerídeos e processos inflamatórios.
























