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Nutrição

Coração forte, corpo magro: conheça a dieta que vai mudar sua vida em 2021

Dieta mediterrânea é tida como equilibrada e fácil de aderir a longo prazo

23/01/2021 04:45, atualizado 23/01/2021 11:50
Pixabay
Salmão

Com padrão de consumo baseado em frutas, legumes, hortaliças, castanhas, cereais integrais e azeite aliados à redução de carne vermelha, gorduras animais e ingredientes processados, a dieta mediterrânea (DM) é investigada desde meados da década de 1940 devido aos níveis de saúde da população dessa região se mostrarem fora da curva em comparação a outros lugares do mundo.

Não à toa, esse padrão alimentar tornou-se o mais estudado no planeta, justamente por ter benefícios aliados à prevenção de doenças cardiovasculares, as que mais matam no mundo.

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Diferentemente dos protocolos alimentares que seguem modismos, esse demonstra benefícios que vão além, sobretudo por não ser restritivo, apresentando um consumo baixo a moderado de produtos lácteos e até vinhos.

Como funciona

Por conta desses fatores e dos incontáveis pontos extras no bem-estar, a dieta mediterrânea é tida como equilibrada e mais fácil de aderir a longo prazo. Entre os ingredientes que se destacam, está a presença abundante de gorduras insaturadas proveniente do azeite, principal fornecedor de ácido oleico.

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Além dele, as gorduras poliinsaturadas, como o ômega 3, que vêm dos pescados e frutos secos, ajudam a prevenir doenças crônicas não-transmissíveis e problemas no coração.

Aliada à restrição calórica, a DM sem dúvidas é um elixir da vida, no qual emagrecimento e longevidade caminham juntos.

Melhor que a low carb? 

Um estudo publicado na revista New England Journal of Medicine comparou a dieta mediterrânea a outros tipos de protocolos, como o low carb e o pobre em gorduras. O resultado foi surpreendente.

Os indivíduos que aderiram a DM como estratégia alimentar tiveram uma perda de peso considerável juntamente a melhora no perfil metabólico, com queda no LDL e nos triglicérides, aumento no HDL, queda na proteína C reativa (inflamação) e diminuição nos níveis plasmáticos de insulina.

Sem dúvidas, esse padrão alimentar ainda dará o que falar em 2021. E com toda razão.

(*) Thaiz Brito é nutricionista pós-graduanda em Nutrição Esportiva Clínica