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Para guru do jejum intermitente, 95% do emagrecimento vem da dieta

Jason Fung, médico que mora em Toronto, é autor de vários best-sellers. Confira o que ele revela sobre o jejum intermitente!

atualizado 15/01/2021 14:52

Jason FungDivulgação

O jejum intermitente tem sido cada vez mais aclamado por pessoas do mundo todo. Já se sabe que a prática, que consiste em se abster da alimentação durante longos intervalos de tempo, é benéfica ao promover uma desintoxicação no organismo e melhorar a disposição e a agilidade mental.

Tema de muito debate para profissionais de saúde, o jejum intermitente teve aceitação de biohackers importantes, como o cientista de Harvard David Sinclair e o jornalista de saúde e ciência Max Lugavere, além de famosos como Deborah Secco, Juliana Paes, Marília Mendonça, Sabrina Sato, Jennifer Aniston, Kourtney Kardashian, Hugh Jackman, Scarlett Johansson e Jack Dorsey.

O tema também inspirou e mudou a vida de Jason Fung, nefrologista com base em Toronto e um dos maiores especialistas mundiais em jejum intermitente. Defensor assíduo da forma de alimentação, ele é autor dos livros O Código da Obesidade, O Código do Diabetes (ambos disponíveis em português), O Guia Completo para o JejumA Solução para a Longevidade, A Vida no Caminho do Jejum, O Plano SOP, entre outros.

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Fung também é fundador do The Fasting Method, programa on-line de coaching focado na perda de peso e reversão do diabetes tipo 2, por meio, é claro, de um cronograma de jejum intermitente.

Tese comprovada

Você deve estar se perguntando como Jason Fung chegou até onde ele está e de que forma concluiu a eficácia do jejum intermitente. Aqui vai a resposta: ele é convicto de sua tese após ver os efeitos da dieta em seus pacientes com diabetes tipo 2. Segundo o médico, foi possível analisar a relação entre insulina (utilizada no tratamento de diabetes) e ganho de peso. “Eu posso te deixar gordo. Na verdade, posso engordar qualquer pessoa. Quão? Ao prescrever insulina. Não importa se você tem força de vontade ou se exercita. Não importa o que você escolha comer. Você vai engordar. É simplesmente uma questão de insulina e tempo suficientes”, afirma no livro O Código de Obesidade.

A insulina é um hormônio produzido no pâncreas responsável pela redução da glicemia (taxa de glicose no sangue). Ela auxilia o organismo a aproveitar o açúcar para obter energia. Entretanto, quando o corpo não usa quantidades normais de insulina da maneira adequada, há resistência à insulina e/ou pré-diabetes. Um estudo aprofundado levou Fung a acatar o jejum intermitente.

Jason Fung
Jason Fung

Ao concluir que períodos prolongados de baixa insulina forçam o corpo a recorrer ao açúcar armazenado como fonte de combustível, o nefrologista passou a prescrever dietas de jejum intermitente para milhares de pacientes. Há três variações: jejum em dias alternados, no qual as pessoas comem normalmente em um dia e menos de 500 calorias no outro; 18: 6, ou seja, jejuar por 18 horas  e comer dentro de uma janela de seis horas; ou uma refeição por dia (conhecida como One Meal a Day ou OMAD). Atenção: qualquer mudança na alimentação deve ser feita com supervisão de um médico ou nutricionista.

Na opinião do especialista, a diferença entre fome e jejum é que o jejum é voluntário e controlado. Ele próprio assume pular o café da manhã com frequência e até mesmo o almoço algumas vezes na semana.

Qualidade versus frequência

Enquanto muitos profissionais da saúde enfatizam que devemos cortar o açúcar e os alimentos processados e acrescentar à nossa rotina os exercícios físicos, Jason Fung nos chama a atenção para “quando comemos”. “Nunca falamos sobre o momento da refeição”, disse ao portal Quartz. Para ele, não é o conteúdo nutricional que engorda, mas sim a frequência.

“Você volta aos anos 1950. Eles estão comendo pão branco, macarrão branco. Ninguém come macarrão de trigo integral … Mas eles estão bem. Não há muita obesidade”, ilustrou. Portanto, segundo o médico, a afirmação de que devemos fazer muitas e pequenas refeições ao longo do dia não procede e nada mais é que um resultado direto das propagandas das marcas de lanche. “A parte insidiosa é que a indústria de alimentos patrocina muitas conferências sobre alimentos para nutricionistas e eles foram capazes de ensinar aos nutricionistas que você deve comer seis vezes ao dia para perder peso”, opinou ao veículo.

“Para emagrecer, feche a boca!”

A teoria de Fung ressalta a alimentação com tanta ênfase que acaba deixando em segundo plano as atividades físicas. Embora milhares de profissionais destaquem que elas são essenciais para centenas de aspectos na vida, na opinião do guru do jejum intermitente, elas são uma forma muito ineficiente de emagrecer.

“Há muitos benefícios para a saúde, mas são duas questões totalmente distintas”, diz ele. “Se eu tivesse que adivinhar, a dieta é 95% da batalha e os exercícios são 5% da batalha. O problema é que enfatizamos demais o exercício. Se você fez um teste e 95% dele foi em matemática e 5% em inglês, você não vai estudar os dois da mesma forma”, falou ao Quartz.

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Confira dicas de como começar um jejum intermitente sem falhas, por Jason Fung:

Já ouviu falar da expressão “mente vazia, oficina do Diabo”? É assim, também, que pensa Jason Fung. A sugestão do escritor é manter-se o mais ocupado possível para que a mente fique longe das comidas.

Outra dica para não estranhar a nova dieta é permitir a ingestão de chás ou cafés, além da água. Eles ajudam no controle do apetite. Todavia, para um benefício completo do jejum intermitente, o correto é executar o intervalo de tempo sem comer, somente à base de água.

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O ideal é executar o intervalo de tempo sem comer somente à base de água

Por fim, para o médico, jejuar nos dá mais tempo no dia e é um estilo de vida que vale ser experimentado. Ele recomenda a prática até para pessoas que não a fazem regularmente. Afinal, seus benefícios são recompensadores.

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