CEO do Twitter defende decisão de banir Trump: “Não sinto orgulho”

Segundo Jack Dorsey, medida abre “precedente perigoso”. Presidente dos EUA foi bloqueado após incitar invasão ao Capitólio

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Presidente trump durante pronunciamento
1 de 1 Presidente trump durante pronunciamento - Foto: Chip Somodevilla/Getty Images

O CEO do Twitter, Jack Dorsey, afirmou, na noite dessa quarta-feira (13/1), que a decisão de bloquear permanentemente o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, da rede social foi acertada, mas abre um “precedente perigoso”.

“Eu não comemoro nem sinto orgulho por termos que banir Donald Trump do Twitter”, disse Jack Dorsey, em uma série de mensagens (thread) publicada na própria rede social.

“Acredito que essa foi a decisão certa. Enfrentamos uma circunstância extraordinária e insustentável, que nos obrigou a concentrar todas as nossas ações na segurança pública”, prosseguiu o presidente executivo.

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Invasão ao Congresso americano
Manifestante escalando o Capitólio
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Imagens de dentro do Capitólio
Manifestantes a favor de Donald Trump
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Manifestantes a favor de Donald Trump
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Manifestantes a favor de Donald Trump

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Manifestante segura uma bandeira pró- Trump dentro do edifício do Capitólio dos EUA, perto da Câmara e do Senado
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Manifestante segura uma bandeira pró- Trump dentro do edifício do Capitólio dos EUA, perto da Câmara e do Senado

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Manifestação trumpista em Washignton DC
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Manifestação trumpista em Washignton DC

Fabiola Gois/Especial para o Metrópoles
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Manifestação trumpista em Washinton  DC
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Manifestação trumpista em Washinton DC

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Trump foi bloqueado da rede social após a invasão do Capitólio norte-americano no último dia 6 de janeiro. O presidente dos EUA, que não reconhece a legitimidade da vitória de Joe Biden nas eleições presidenciais realizadas no ano passado, teria incentivado o ataque.

Apesar dessas exceções “claras e óbvias”, Jack Dorsey disse que a exclusão de Trump da rede social, além de fragmentar o debate público, é uma falha em promover uma conversa saudável.

“Essas ações nos dividem. Limitam o potencial de esclarecimento e aprendizado. E abre um precedente que considero perigoso: o poder que um indivíduo ou empresa tem sobre uma parte das conversas públicas globais”, pontuou.

O CEO destacou que não somente o Twitter bloqueou o presidente norte-americano, mas várias outras redes sociais. Ele negou, porém, que tenha sido uma ação coordenada pelas empresas.

“Este momento pode exigir essa dinâmica, mas, a longo prazo, será destrutivo para o nobre propósito e os ideais da internet aberta”, afirmou.

Veja a íntegra da sequência de comentários:

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