Mulheres veganas: na gravidez ou menopausa, dieta pede planejamento; veja
Uma alimentação vegana, sem produtos de origem animal, pode ser compatível com a gestação e com a menopausa

Uma alimentação sem produtos de origem animal pode ser compatível com a gestação e com a menopausa, mas exige mais planejamento do que muita gente imagina. Nesses momentos, as necessidades do corpo mudam, e o cardápio precisa acompanhar.

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Entidades como a Academia Americana de Nutrição e Dietética consideram que uma dieta vegana bem planejada pode atender às necessidades da gestação. Outras, como a Sociedade Alemã de Nutrição, são mais cautelosas e apontam que ainda faltam estudos para recomendar o modelo nessa fase. O ponto em comum entre elas é claro: sem planejamento e suplementação, o risco de deficiências aumenta.
Pense na gestação como uma obra em ritmo acelerado. O bebê precisa de materiais específicos todos os dias, e alguns deles praticamente só chegam por fontes animais. Na alimentação vegana, esses materiais precisam vir de outro fornecedor.
Os nutrientes que pedem atenção:
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles Vida & Estilo- Vitamina B12, obrigatoriamente suplementada. A falta pode afetar o desenvolvimento do sistema nervoso do bebê;
- Ferro, com necessidade bem maior na gravidez. Feijão, lentilha e folhas escuras ajudam, mas costuma ser preciso suplementar;
- Ômega 3 do tipo DHA, essencial para cérebro e olhos do bebê. Na dieta vegana, a fonte é o suplemento à base de algas;
- Iodo, importante para a tireoide da mãe e do bebê. O sal iodado é aliado;
- Colina, nutriente ligado ao desenvolvimento cerebral, muito presente no ovo. Soja, feijões e brócolis ajudam, mas pode ser necessário suplementar;
- Proteína, que aumenta no segundo e terceiro trimestres. Tofu, feijões, lentilha e grão-de-bico devem aparecer em todas as refeições;
- Cálcio, vitamina D e zinco, acompanhados por exames;
- O pré-natal com médico e nutricionista é indispensável.
Na menopausa: os ossos pedem reforço
Depois da menopausa, a queda do estrogênio acelera a perda óssea e muscular. Para mulheres veganas, esse cuidado é ainda mais importante. Um grande estudo britânico encontrou maior risco de fraturas em veganos em comparação com quem come carne, provavelmente ligado à menor ingestão de cálcio e proteína.

O que priorizar:
- Cálcio de tofu preparado com sais de cálcio, bebidas vegetais enriquecidas, gergelim, couve e brócolis;
- Vitamina D, com exame regular e suplementação quando necessário;
- Proteína suficiente em todas as refeições, para preservar os músculos;
- Musculação, que estimula ossos e músculos ao mesmo tempo;
Há também um lado positivo. A alimentação vegana costuma ser rica em fibras, o que ajuda a controlar o colesterol, que tende a subir nessa fase. E a soja, presente com frequência no prato vegano, traz isoflavonas, que em alguns estudos aparecem associadas a uma redução discreta dos calorões.
Outro ponto interessante: veganas costumam ter estoques menores de creatina, já que ela vem principalmente da carne e do peixe. Por isso, a suplementação, associada ao treino de força, pode trazer benefícios ainda mais perceptíveis para a força muscular.
Escolha consciente pede cuidado consciente
Ser vegana na gestação ou na menopausa é possível, mas não é uma escolha para fazer no improviso. Exames periódicos, suplementação adequada e acompanhamento profissional fazem a diferença entre uma alimentação que apenas exclui e uma que realmente nutre a mulher em cada fase da vida.










