Hipertensão: cardiologista lista alimentos que põem o coração em risco
Especialista alerta que reduzir o consumo de alimentos com sódio e ultraprocessados é vital para controlar a pressão e evitar doenças graves
atualizado
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O controle da hipertensão arterial vai muito além do uso de medicamentos; ele começa no prato. Para quem convive com a condição, escolhas alimentares inadequadas podem anular o tratamento e elevar o risco de infartos e AVCs.
O cardiologista Wendel Silva Issi explica que a vigilância sobre o consumo de sódio, açúcares e gorduras saturadas é a pedra angular da prevenção cardiovascular, seguindo as rígidas diretrizes das sociedades americana (AHA) e europeia (ESC) de cardiologia.
Entenda
- O perigo do sódio: o sal é o maior inimigo do hipertenso, retendo líquidos e elevando a pressão nos vasos.
- Ultraprocessados no topo da lista: embutidos, enlatados e temperos prontos concentram níveis perigosos de aditivos.
- Açúcares e gorduras: bebidas adoçadas e frituras agravam a inflamação e o risco metabólico.
- Meta de consumo: a recomendação ideal é limitar o sódio a 1.500 mg por dia para quem já é diagnosticado.

O vilão oculto nos industrializados
De acordo com Wendel Silva Issi, o maior desafio para o paciente é identificar o “sódio oculto”. Alimentos como presunto, salame, salsicha e bacon, além de sopas prontas e snacks salgados, são fontes massivas de sal. Mesmo produtos de panificação industrial e queijos muito maturados entram no radar de atenção pelo alto teor de conservantes e gorduras.
“O consumo excessivo desses itens contribui diretamente para o endurecimento das artérias e o aumento da pressão arterial”, explica o especialista. O alerta se estende ao fast food, que combina o excesso de sódio com gorduras trans e saturadas.
Açúcar e saúde vascular
Embora o sal seja o protagonista negativo, o açúcar não deve ser negligenciado. Bebidas açucaradas, como refrigerantes e sucos industrializados, têm papel direto no ganho de peso e na síndrome metabólica, fatores que dificultam o controle da pressão.
A substituição desses itens por água ou sucos naturais sem adoçar é uma estratégia simples, mas de alto impacto na longevidade.
O caminho da prevenção
As diretrizes internacionais são claras: a ingestão diária de sódio não deve ultrapassar 2.300 mg para a população geral, mas para hipertensos, o teto ideal cai para 1.500 mg.
Para atingir essa meta, a orientação médica é priorizar o “descascar mais e desembalar menos”. O foco deve estar em alimentos naturais ou minimamente processados, como:
- Frutas, verduras e legumes frescos;
- Grãos integrais (aveia, arroz integral, quinoa);
- Proteínas magras (peixes, frango sem pele e leguminosas).
- Adotar esse padrão alimentar não apenas ajuda a estabilizar os níveis pressóricos, mas atua como um escudo protetor para todo o sistema circulatório.














