Hepatologista revela guia completo para evitar gordura no fígado
Mudanças na alimentação, controle do peso e hábitos saudáveis ajudam a prevenir e até reverter a gordura no fígado, segundo hepatologista
atualizado
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Silenciosa na maioria dos casos, a gordura no fígado — ou esteatose hepática — já é uma das doenças do fígado mais comuns no mundo. O problema pode evoluir para quadros graves, como inflamação, cirrose e câncer hepático. Segundo a hepatologista Natália Trevizoli, do Hospital Sírio-Libanês em Brasília, a boa notícia é que a condição pode ser evitada e, muitas vezes, revertida com ajustes no estilo de vida.
Entenda
- Alimentação é decisiva: reduzir açúcar e ultraprocessados protege o fígado.
- Peso sob controle: perder de 5% a 10% do peso já traz benefícios.
- Exercício é aliado: atividade física regular reduz gordura hepática.
- Álcool exige cautela: mesmo pequenas quantidades podem agravar o quadro.
Hábitos que fazem a diferença
De acordo com a especialista, a alimentação equilibrada é o principal pilar da prevenção. O consumo excessivo de açúcares simples — como refrigerantes, sucos industrializados e doces — além de alimentos ultraprocessados e gorduras saturadas, favorece o acúmulo de gordura no fígado.
Em contrapartida, dietas baseadas em alimentos naturais, com verduras, legumes, frutas, grãos integrais, azeite de oliva, peixes e proteínas magras, têm efeito protetor.
“O padrão alimentar semelhante à dieta mediterrânea é um dos mais benéficos para a saúde hepática”, explica Natália Trevizoli.
Controle do peso é fator determinante para evitar gordura no fígado
O controle do peso corporal também é determinante. A hepatologista destaca que o excesso de gordura abdominal está diretamente ligado à esteatose.
“Mesmo uma redução modesta, entre 5% e 10% do peso corporal, já é capaz de melhorar significativamente o fígado”, afirma.
Outro ponto essencial é a prática regular de atividade física. Exercícios aeróbicos combinados com fortalecimento muscular, somando pelo menos 150 minutos por semana, ajudam a melhorar a resistência à insulina e a reduzir o acúmulo de gordura no órgão.
O consumo de álcool merece atenção especial. Segundo a médica, mesmo quantidades consideradas sociais podem acelerar ou agravar a esteatose. Para quem já tem o diagnóstico, a recomendação é evitar bebidas alcoólicas.
Além disso, doenças associadas como diabetes, colesterol alto, triglicérides elevados e obesidade aumentam o risco de gordura no fígado e precisam estar bem controladas. O uso indiscriminado de medicamentos, suplementos e fitoterápicos também pode sobrecarregar o órgão, devendo ser feito apenas com orientação médica.
Exames regulares são fundamentais, pois doença é silenciosa
Como a esteatose hepática costuma não apresentar sintomas, os check-ups regulares são fundamentais. Exames de sangue e de imagem permitem o diagnóstico precoce e ajudam a prevenir complicações.
“Cuidar do fígado é um investimento em saúde a longo prazo”, resume Natália Trevizoli.
Pequenas mudanças no dia a dia podem ter grande impacto na prevenção da gordura no fígado e de suas consequências.






















