Gordura no fígado: nutricionista revela o alimento vilão do órgão
Açúcar adicionado, comum na rotina alimentar, é apontado como principal causa da gordura no fígado; entenda
atualizado
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Presente no cafezinho diário, em bebidas industrializadas e em produtos ultraprocessados, o açúcar adicionado tem impacto direto na saúde do fígado. Segundo especialistas, o consumo excessivo — especialmente da frutose processada — é um dos principais fatores associados ao desenvolvimento da esteatose hepática, condição conhecida como gordura no fígado.
Entenda
- Vilão silencioso: açúcar adicionado favorece o acúmulo de gordura no fígado.
- Frutose processada:sobrecarrega o órgão e estimula inflamação.
- Erro comum: problema não está só na gordura ou no álcool.
- Mudança de hábitos: leitura de rótulos e escolhas conscientes ajudam na prevenção.
De acordo com a nutricionista Cibele Santos, o grande vilão do fígado nas dietas modernas é o açúcar adicionado, especialmente a frutose presente em alimentos e bebidas industrializadas.
Apesar de muitas pessoas associarem a gordura no fígado apenas ao consumo de álcool ou alimentos gordurosos, o excesso de açúcar é uma das causas mais diretas do problema.
No consultório, é comum que pacientes se surpreendam com o diagnóstico de esteatose hepática. “Muitos relatam que quase não consomem frituras, mas ignoram a quantidade de açúcar ingerida diariamente”, explica a nutricionista. O que poucos sabem é que o fígado sofre menos com a gordura ingerida e mais com o açúcar que o organismo não consegue utilizar de imediato.
A explicação está na forma como a frutose é metabolizada. Diferentemente da glicose, que pode ser aproveitada como fonte de energia por diversas células do corpo, a frutose isolada e em excesso é processada quase exclusivamente pelo fígado. Quando isso acontece, o órgão recebe uma carga energética acima da sua capacidade.
Para lidar com esse excesso, o fígado transforma o açúcar em triglicerídeos, processo conhecido como lipogênese. Parte dessa gordura é liberada na corrente sanguínea, mas outra parte permanece acumulada nas células hepáticas, favorecendo inflamação e prejuízos à função do órgão.
Cibele Santos também chama atenção para o aspecto comportamental do consumo de açúcar. Segundo ela, o alimento é frequentemente utilizado como uma forma rápida de conforto emocional em situações de estresse ou cansaço. Esse alívio momentâneo, no entanto, contribui para um ciclo de inflamação no organismo e pode afetar até o humor e a disposição, reforçando o consumo excessivo.
Para reduzir os riscos, a nutricionista orienta atenção redobrada aos rótulos dos alimentos, já que o açúcar pode aparecer sob diferentes nomes, como maltodextrina, xarope de milho e açúcar invertido. Outra recomendação é priorizar a fruta inteira no lugar de sucos industrializados ou coados, já que as fibras presentes na fruta ajudam a desacelerar a absorção da frutose.
Por fim, a especialista destaca a importância de reconhecer os gatilhos emocionais que levam ao consumo frequente de doces. “Nem sempre é fome. Muitas vezes é cansaço ou necessidade de pausa”, conclui. A mudança de hábitos, segundo ela, é fundamental para proteger o fígado e a saúde como um todo.
























