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Vida & Estilo

Hábito comum pode elevar o colesterol e a gordura corporal; veja qual

Especialista explica que a falta de movimento das pernas, como ficar sentado, pode causar alterações no colesterol e na saúde cardíaca

04/04/2026 12:06, atualizado 04/04/2026 12:08
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Reprodução
Mulher cabisbaixa na Perimenopausa

O hábito de permanecer sentado por longas horas, comum na rotina de escritórios e no uso excessivo de telas, tornou-se uma ameaça direta à longevidade cardiovascular, podendo causar alterações nos níveis de colesterol. Segundo o cirurgião vascular Herik Oliveira, especialista pela Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV), a falta de movimentação dos membros inferiores prejudica o retorno do sangue ao coração, facilitando a formação de trombos.

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Estudos recentes apontam que o risco de doenças graves dispara após oito horas de comportamento sedentário, exigindo mudanças imediatas na rotina para evitar danos irreversíveis ao sistema circulatório.

Entenda

  • Falha no retorno venoso: a ausência de contração muscular nas pernas dificulta o bombeamento do sangue de volta ao coração.

  • Risco de trombose: o sangue parado (estase) nas veias favorece a formação de coágulos, que podem se deslocar para o pulmão.

  • Prejuízo metabólico: ficar parado reduz a produção de enzimas que queimam gordura, elevando o colesterol e o risco de diabetes.

  • Enfraquecimento cardíaco: a combinação de obesidade e acúmulo de placas de gordura nas artérias sobrecarrega o músculo cardíaco.

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A posição sentada por longos períodos pode acarretar em consequências negativas para a saúde cardiovascular, incluindo o enfraquecimento do coração e o aumento do risco de trombose venosa profunda

O inimigo oculto do metabolismo

A inatividade física prolongada vai muito além do desconforto muscular. De acordo com Herik Oliveira, a falta de movimento interrompe processos químicos vitais.

“A ausência de contração muscular diminui a produção da lipase lipoproteica, uma enzima crucial para o metabolismo de gorduras no sangue”, explica o cirurgião. Sem essa limpeza natural, o corpo fica mais suscetível ao ganho de peso e ao desenvolvimento de diabetes tipo 2.

Esse cenário cria um efeito dominó: o sobrepeso e o acúmulo de placas de gordura nas artérias elevam a pressão arterial e, consequentemente, resultam no enfraquecimento progressivo do coração. O órgão, sem o auxílio da “bomba muscular” das panturrilhas, precisa trabalhar com mais esforço para manter a circulação ativa.

Trombose e sinais de alerta

O perigo mais imediato do sedentarismo é a Trombose Venosa Profunda (TVP). Segundo o especialista, quando o sangue fica retido nas pernas por muito tempo, ele tende a coagular. Ele destaca que sintomas como dor intensa, inchaço unilateral, câimbras frequentes e dificuldade para caminhar não devem ser ignorados.

“Sinais como falta de ar e dor no peito também exigem atenção médica imediata, pois podem indicar que um coágulo se desprendeu e atingiu os pulmões”, alerta Oliveira.

Nesses casos, a procura por um pronto-socorro ou um cirurgião vascular é fundamental para evitar complicações fatais.

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Prevenção e evidência científica

A ciência ratifica a gravidade do problema. Uma pesquisa publicada no American College of Cardiology revela que permanecer sentado por mais de 10 horas e meia aumenta drasticamente o risco de eventos cardiovasculares. Outro estudo, do European Journal of Epidemiology, fixa o limite de alerta em oito horas diárias.

Para mitigar esses riscos, a recomendação é simples, mas exige disciplina:

  1. Pausas ativas: caminhar de 2 a 3 minutos a cada hora trabalhada.

  2. Exercícios locais: realizar movimentos de flexão e rotação dos pés enquanto estiver sentado.

  3. Alongamento: esticar as pernas regularmente para estimular o fluxo sanguíneo.

  4. Compressão: o uso de meias elásticas pode ser um aliado, mas deve ser feito apenas sob supervisão médica.