Hábito comum pode elevar o colesterol e a gordura corporal; veja qual
Especialista explica que a falta de movimento das pernas, como ficar sentado, pode causar alterações no colesterol e na saúde cardíaca

O hábito de permanecer sentado por longas horas, comum na rotina de escritórios e no uso excessivo de telas, tornou-se uma ameaça direta à longevidade cardiovascular, podendo causar alterações nos níveis de colesterol. Segundo o cirurgião vascular Herik Oliveira, especialista pela Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV), a falta de movimentação dos membros inferiores prejudica o retorno do sangue ao coração, facilitando a formação de trombos.

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Ver todasEstudos recentes apontam que o risco de doenças graves dispara após oito horas de comportamento sedentário, exigindo mudanças imediatas na rotina para evitar danos irreversíveis ao sistema circulatório.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles Vida & EstiloEntenda
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Falha no retorno venoso: a ausência de contração muscular nas pernas dificulta o bombeamento do sangue de volta ao coração.
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Risco de trombose: o sangue parado (estase) nas veias favorece a formação de coágulos, que podem se deslocar para o pulmão.
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Prejuízo metabólico: ficar parado reduz a produção de enzimas que queimam gordura, elevando o colesterol e o risco de diabetes.
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Enfraquecimento cardíaco: a combinação de obesidade e acúmulo de placas de gordura nas artérias sobrecarrega o músculo cardíaco.

O inimigo oculto do metabolismo
A inatividade física prolongada vai muito além do desconforto muscular. De acordo com Herik Oliveira, a falta de movimento interrompe processos químicos vitais.
“A ausência de contração muscular diminui a produção da lipase lipoproteica, uma enzima crucial para o metabolismo de gorduras no sangue”, explica o cirurgião. Sem essa limpeza natural, o corpo fica mais suscetível ao ganho de peso e ao desenvolvimento de diabetes tipo 2.
Esse cenário cria um efeito dominó: o sobrepeso e o acúmulo de placas de gordura nas artérias elevam a pressão arterial e, consequentemente, resultam no enfraquecimento progressivo do coração. O órgão, sem o auxílio da “bomba muscular” das panturrilhas, precisa trabalhar com mais esforço para manter a circulação ativa.
Trombose e sinais de alerta
O perigo mais imediato do sedentarismo é a Trombose Venosa Profunda (TVP). Segundo o especialista, quando o sangue fica retido nas pernas por muito tempo, ele tende a coagular. Ele destaca que sintomas como dor intensa, inchaço unilateral, câimbras frequentes e dificuldade para caminhar não devem ser ignorados.
“Sinais como falta de ar e dor no peito também exigem atenção médica imediata, pois podem indicar que um coágulo se desprendeu e atingiu os pulmões”, alerta Oliveira.
Nesses casos, a procura por um pronto-socorro ou um cirurgião vascular é fundamental para evitar complicações fatais.
Prevenção e evidência científica
A ciência ratifica a gravidade do problema. Uma pesquisa publicada no American College of Cardiology revela que permanecer sentado por mais de 10 horas e meia aumenta drasticamente o risco de eventos cardiovasculares. Outro estudo, do European Journal of Epidemiology, fixa o limite de alerta em oito horas diárias.
Para mitigar esses riscos, a recomendação é simples, mas exige disciplina:
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Pausas ativas: caminhar de 2 a 3 minutos a cada hora trabalhada.
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Exercícios locais: realizar movimentos de flexão e rotação dos pés enquanto estiver sentado.
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Alongamento: esticar as pernas regularmente para estimular o fluxo sanguíneo.
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Compressão: o uso de meias elásticas pode ser um aliado, mas deve ser feito apenas sob supervisão médica.

















