Dia Internacional do Café: como a força feminina move a cadeia produtiva
No Dia Internacional do Café, celebrado nesta quinta-feira (1º/10), saiba a importância feminina neste setor produtivo, do grão à xícara

Nesta quinta-feira (1º/10), o mundo volta sua atenção para uma das bebidas mais amadas em todo o globo. No Dia Internacional do Café, o convite da editoria de Vida&Estilo não é apenas apreciar aquela boa xícara fumegante, mas para lançar luz à importância feminina na cadeia produtiva, do grão à mesa.
A barista, instrutora de treinamento e consultora Ju Morgado descortina a participação delas no setor — cada vez mais pulsante e necessária.

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As mulheres estão em cada etapa do processo produtivo. Apesar disso, ainda são pouco vistas, principalmente “na produção, nas fazendas e nos sítios, ambientes muito dominados pelos homens”, diz a profissional, associada da International Womens Coffee Association (IWCA) e da Associação Brasileira de Classificadores e Degustadores do Café (ABCD).
40 MIL
Estabelecimentos produtores de café são dirigidos por mulheres, segundo o IBGE
“Até quando a mulher é a responsável pela fazenda, acaba vendendo o café, dependendo de onde vai, no nome do marido. E já ouvi relatos de pessoas que, quando chegam pra vender, falam: ‘não, só compro do seu marido’”, lamenta.
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E como mudar o mercado? Para Ju, ainda há muito o que percorrer. A luta, porém, é mais que válida, e passa pelo reconhecimento, com o entendimento de que o conhecimento sobre a bebida vai além das barreiras de gênero.

“O Projeto Florada, um concurso nacional de qualidade de café exclusivo para mulheres produtoras, foi um estímulo para que aparecesse mais o rosto delas. Representatividade diz muito”, exemplifica. “Ao ver uma mulher galgando espaço, sendo reconhecida, sendo grande, as outras se sentem gigantes e incentivadas”, acredita a profissional, uma autoridade no assunto no Quadradinho do Distrito Federal.


E como começar no meio?
Morgado defende que há múltiplas portas para iniciar no setor.
“No fim, não é qual é o caminho mais em alta, e sim qual é o nível de dedicação e engajamento que essa mulher vai querer dar e para qual lado. Porque você pode muito bem morar na cidade e decidir ter uma fazenda de café do nada, mas aí é isso, é você ter vontade e dedicação”, pondera.
Produtora, mestre de torra, barista, consultora, professora. Independentemente da profissão, há uma certeza de que o trabalho árduo é recompensado.
“Se você é uma barista na cafeteria, fazendo o seu trabalho com atenção, com cuidado, já está fazendo o dia de alguém ali melhor. Se é mestre de torra que faz seu trabalho com cuidado, com estudo, com engajamento, seu café vai ser bem torrado, entregando um insumo de qualidade que vai deixar a cafeteria feliz por estar, também, entregando algo de qualidade para frente”, prossegue Ju.
As palavras de ordem são compromisso e consistência — algo que, bem se sabe, abunda na mão de obra feminina.




















