“Caspa” nos cílios? Entenda o que é a blefarite e saiba como tratá-la
Inflamação crônica nas pálpebras causa descamação e desconforto ocular; higiene rigorosa e pausas de telas são fundamentais
atualizado
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A presença de pequenas crostas ou descamação na base dos fios, popularmente chamada de “caspa nos cílios”, é um sinal de alerta para a blefarite. De acordo com o oftalmologista Antônio Sardinha, do Hospital de Olhos de Cuiabá (HOC), a condição é uma inflamação crônica das bordas das pálpebras que, embora comum, exige cuidados contínuos para evitar danos à lubrificação ocular e o surgimento de infecções secundárias.
Entenda a blefarite
- O que é: uma inflamação nas glândulas sebáceas da pálpebra, agravada pelo acúmulo de bactérias ou ácaros naturais da pele.
- Sintomas: além da descamação, causa ardência, vermelhidão, coceira e a sensação de “areia” nos olhos (olho seco).
- Fatores de risco: pessoas com pele oleosa, rosácea, dermatite seborreica ou que usam maquiagem excessiva são mais suscetíveis.
- Tratamento: o controle é baseado na higiene palpebral diária e, em casos específicos, no uso de colírios lubrificantes.
O impacto na saúde ocular
Segundo o médico, a blefarite ocorre quando há um desequilíbrio na produção de gordura pelas glândulas pálpebrais. Esse excesso de oleosidade favorece a proliferação de microrganismos que irritam a região. “Essa inflamação prejudica a qualidade da lágrima. Sem uma camada protetora eficiente, o olho fica exposto, gerando sensibilidade à luz, lacrimejamento excessivo e até a queda dos cílios.”
Hábitos e Prevenção
O manejo da condição é, predominantemente, comportamental. Como se trata de uma patologia crônica, a limpeza regular da borda pálpebral é o “padrão ouro” para remover resíduos e evitar crises. O especialista recomenda:
- Retirar totalmente a maquiagem antes de dormir.
- Não compartilhar itens de uso pessoal, como pincéis e delineadores.
- Manter as mãos limpas ao tocar o rosto.

O papel das telas e do ambiente
A era digital também desempenha um papel agravante. O uso prolongado de computadores e smartphones reduz a frequência das piscadas, o que acelera a evaporação da lágrima e intensifica o desconforto da blefarite. “Fazer pausas ao longo do dia e manter a hidratação são medidas simples que auxiliam no conforto visual”, pontua o médico do HOC.
Caso os sintomas como visão embaçada, secreção ou irritação persistam, a consulta com um oftalmologista é indispensável para um diagnóstico preciso e para evitar complicações a longo prazo.
