Bebê de 624 g vence os 1% de chance de vida e é batizada em Aparecida
Nascida com apenas seis meses de gestação, a bebê Eva de Paula Riguetti superou 81 dias de UTI e celebrou milagre no Santuário Nacional
atualizado
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A história da pequena Eva de Paula Riguetti, de apenas oito meses, é daquelas que desafiam as estatísticas e renovam a esperança. Natural de Jerônimo Monteiro, no Sul do Espírito Santo, a bebê nasceu prematura extrema, com apenas 27 semanas e pesando 624 gramas — o equivalente a um pacote de café e pouco mais.
Diante de um quadro gravíssimo e com apenas 1% de chance de sobrevivência apontado pelos médicos, a família buscou forças na fé. Após 81 dias de luta intensa na UTI neonatal, a promessa foi cumprida: Eva foi batizada no Santuário Nacional de Aparecida, em São Paulo.
Entenda
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Nascimento prematuro: Eva nasceu em julho de 2025, com 27 semanas de gestação, pesando apenas 624 g, o que exigiu internação imediata.
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Prognóstico crítico: a equipe médica estimou que a bebê tinha apenas 1% de chance de sobreviver devido às complicações da prematuridade.
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A vitória na UTI: foram quase três meses de monitoramento constante até que a pequena recebesse alta, contrariando as expectativas clínicas.
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Promessa e batismo: no último dia 20, a família e 30 convidados viajaram ao Santuário de Aparecida para celebrar o batismo e a saúde da menina.
Fé forjada no leito de UTI
Para Bruna Bello de Paula Riguetti, mãe de Eva, a jornada de 2025 transformou sua visão de mundo. Em relatos emocionantes em suas redes sociais, onde compartilha a evolução da filha — incluindo as vitórias em sessões de fisioterapia e o ganho de peso —, Bruna revela que a proximidade com o sagrado não veio em momentos de calma, mas no “lugar da dor”.
“Minha maior intimidade com Deus não nasceu dentro da igreja… nasceu ao lado da minha filha, em um leito de UTI, de joelhos suplicando pela vida dela”, escreveu a mãe.
Bruna, que se descreve como alguém que planejava tudo “milimetricamente”, conta que precisou aprender a confiar no incerto enquanto via a filha resistir a cada intercorrência médica.
O simbolismo no Santuário Nacional
O batismo em Aparecida não foi apenas um rito religioso, mas o encerramento de um ciclo de angústia. Ao lado do marido, Jhonatan Resende Riguetti, a família entregou na Sala das Promessas do Santuário um objeto de forte valor sentimental: o primeiro lacinho que Eva usou na UTI, quando completou seu primeiro mês de vida.
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Nas redes sociais, o perfil oficial do Santuário também celebrou a vida da capixaba, classificando-a como um “milagre vivo”. A postagem destacou que, para quem ouve um prognóstico de 1%, o número soa como uma despedida, mas que a resistência de Eva provou que “o impossível não é o fim”.
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Rotina de superação e saúde
Atualmente, Eva está prestes a completar nove meses e já pesa cerca de 5 quilos. A rotina da família agora é focada no desenvolvimento da pequena. Bruna utiliza as plataformas digitais para documentar cada etapa, desde os exames de rotina que confirmam a saúde da bebê até os exercícios de fisioterapia, essenciais para o desenvolvimento de bebês que nascem com baixo peso extremo.

“2025 foi o ano em que a fé deixou de ser apenas palavra e se tornou sustento”, resumiu a mãe. A vitória de Eva agora serve de inspiração para outras famílias que enfrentam o silêncio e a espera das unidades de terapia intensiva neonatal, mostrando que, por trás de cada estatística, existe a força da vida.








