Bebê prematura que nasceu com 400 g recebe alta após 172 dias na UTI

Nascida com apenas 23 semanas, a bebê enfrentou complicações graves e é vista como “um milagre” pelos médicos

atualizado

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Reprodução/Centro Hospitalar de Reston
1 de 1 - Foto: Reprodução/Centro Hospitalar de Reston

Uma bebê nascida extremamente prematura, pesando pouco mais de 400 gramas, emocionou médicos e familiares ao finalmente receber alta hospitalar após quase seis meses internada. A pequena Akosua passou 172 dias na UTI neonatal antes de poder ir para casa — um marco celebrado como um verdadeiro milagre pela equipe médica que acompanhou sua recuperação.

Akosua nasceu com apenas 23 semanas de gestação durante uma viagem inesperada de sua mãe, Afua, aos Estados Unidos. O parto aconteceu em um hospital especializado na Virgínia, depois que a gestante começou a entrar em trabalho de parto prematuro poucos dias após chegar ao país.

Desdeo nascimento, a bebê enfrentou uma série de desafios típicos de casos extremos de prematuridade. Ela teve pneumonia, precisou ser intubada várias vezes e passou meses sob cuidados intensivos, com acompanhamento constante da equipe médica.

Além das dificuldades clínicas, a mãe viveu o período longe da família — o marido e o outro filho permaneceram em Gana, onde moram, durante boa parte da internação. Segundo Afua, o apoio dos profissionais de saúde foi essencial para atravessar o momento mais difícil. Ela descreveu médicos e enfermeiros como “anjos” que deram suporte emocional e ajudaram a manter a esperança ao longo do tratamento.

Especialistas destacam que casos como esse são raros, especialmente em bebês nascidos antes das 24 semanas

Com a evolução do quadro, Akosua ganhou peso — chegando a cerca de 4 kg na alta — e pôde finalmente deixar o hospital. Para auxiliar na alimentação, a bebê recebeu um tubo gástrico temporário, que permitirá seu desenvolvimento em casa ao lado da mãe.

Casos como o da bebê são raros

Especialistas destacam que casos como esse são raros, especialmente em bebês nascidos antes das 24 semanas, quando as chances de sobrevivência são significativamente menores. A própria mãe reconheceu que, em seu país de origem, a infraestrutura médica provavelmente não permitiria um desfecho semelhante.

“Por mais que eu tenha médicos fantásticos em Gana, acho que a maioria deles me disse que, se tivesse acontecido lá, o resultado provavelmente teria sido diferente”, disse Afua à revista People.

“Para um bebê de 23 semanas, as chances de sobrevivência seriam praticamente nulas. A infraestrutura para dar suporte a um bebê [nascido tão prematuro] é quase inexistente. A garantia que recebi em Gana foi para ser grata por ter acontecido onde aconteceu.”

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