Deputados do PT levam à PF novas suspeitas sobre Flávio no Caso Master
Lindberh e Rogério Correia afirmam que senador atuou para aprovar regra que teria beneficiado o banco e pedem apuração da corporação

Os deputados federais Lindbergh Farias (PT-RJ) e Rogério Correia (PT-MG) apresentaram à Polícia Federal, na quarta-feira (29/7), uma notícia-crime pedindo que novas informações sobre o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) sejam incluídas nas investigações que já envolvem o parlamentar e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Segundo os deputados, Flávio atuou para aprovar uma regra da Lei Geral do Licenciamento Ambiental que diminui a responsabilidade de bancos por danos ambientais causados por empreendimentos que recebem financiamento. Para eles, a mudança beneficiou diretamente o Master.
Na representação, os parlamentares afirmam que o banco tinha negócios em áreas como mineração e créditos de carbono, que dependem de licenciamento ambiental. Na avaliação deles, a nova regra reduziu os riscos para instituições financeiras que atuam nesses setores.

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Ver todas“Na prática, a mera verificação formal do documento no ato da contratação passa a blindar o financiador contra a responsabilização por danos ambientais supervenientes”, cita a representação.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO documento cita três momentos em que Flávio Bolsonaro teria atuado para manter a medida. O primeiro foi o voto favorável ao projeto, em maio de 2025. Depois, em agosto, o senador apresentou emendas para tentar recolocar o trecho que havia sido vetado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Por fim, em novembro de 2025, Flávio votou pela derrubada do veto presidencial, permitindo que a regra passasse a valer. Para os deputados, a sequência mostra que o senador trabalhou para garantir a aprovação do dispositivo.
A notícia de fato também liga esse episódio a outras investigações envolvendo Daniel Vorcaro e Flávio Bolsonaro, como o caso “Dark Horse”, que apura supostos repasses para um filme inspirado na trajetória polícia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e uma apuração sobre notas fiscais emitidas por um escritório ligado ao senador para empresas relacionadas ao banqueiro.



